Guia da França: por onde começar, quando ir e quanto custa

A França cabe mal num parágrafo, e é justamente esse o ponto: são treze regiões metropolitanas que se parecem muito pouco entre si. A Alsácia é meio alemã e come *choucroute*; a Bretanha é celta e come *galette*; o Sudoeste vive de pato, rúgbi e vinho tinto; a Provença cheira a lavanda e fecha na hora da sesta; os Alpes são outro país inteiro. Paris é a porta de entrada e um destino em si, mas quem sai dela costuma voltar dizendo que a viagem só começou depois do primeiro trem. Para o viajante brasileiro, a França é dos destinos mais fáceis da Europa: voo direto de São Paulo e do Rio, sem exigência de visto para turismo de até 90 dias, e uma malha de trens que dispensa carro na maior parte do roteiro.

O que saber antes

Moeda: euro (EUR). Cartão funciona em praticamente tudo, inclusive em padaria e feira; leve algum dinheiro em espécie para mercados de rua e vilarejos pequenos.

Idioma: francês, única língua oficial. Alsaciano, bretão, basco, corso e occitano sobrevivem em placas bilíngues e no orgulho local. Inglês funciona no turismo das grandes cidades, menos no interior.

**O *bonjour* não é opcional.** Entrar numa loja, padaria ou restaurante e falar direto o que quer é lido como falta de educação. Cumprimente primeiro — "bonjour, madame" ou "bonjour, monsieur" — e peça depois. Boa parte da fama de "francês antipático" nasce exatamente desse detalhe.

Horários: almoço das 12h às 14h, jantar a partir das 19h30 ou 20h. Entre os dois serviços a cozinha fecha de verdade. Fora das grandes cidades, muita coisa fecha domingo o dia todo e emenda a segunda-feira.

Gorjeta: o serviço já vem incluído na conta por lei (*service compris*). Não existe somar 10%. Arredondar o valor por um atendimento muito bom é gesto simpático, nunca obrigação. E a *carafe d'eau* — jarra de água da torneira — é gratuita: basta pedir.

Dias típicos: dez a catorze dias permitem combinar Paris com duas regiões distintas. Uma semana dá para Paris mais uma escapada. Menos de cinco dias, fique em Paris e aprofunde.

Para onde ir e o que ler

Principais cidades: Paris, Nice, Lyon, Marselha, Bordéus, Versalhes, Estrasburgo, Cannes, Avignon, Colmar, Annecy, Toulouse, Chamonix, Montpellier, Reims, Carcassonne, Aix-en-Provence, Biarritz, Saint-Tropez, Tours.

Módulos deste guia: - Melhores cidades para visitar na França - Cidades da França fora do circuito - Roteiro pela França em 2 semanas - Melhor época para visitar a França - Quanto custa viajar para a França - Como se locomover pela França - Brasileiro precisa de visto para a França?

Para comparar com outros destinos do continente, veja o guia da Europa.

Perguntas frequentes

Quantos dias preciso para visitar a França?

Dez a catorze dias é o intervalo mais comum para quem quer somar Paris a duas regiões diferentes — por exemplo, Paris, Alsácia e Provença. Sete dias dão conta de Paris com uma escapada de um ou dois dias. Com menos de cinco, escolha uma cidade e vá fundo em vez de correr atrás de tudo.

Qual a melhor época para ir à França?

Maio, junho e setembro são os meses de melhor equilíbrio: dias longos, clima ameno e menos gente que em julho e agosto. O verão é alta temporada em todo o país e agosto tem o agravante de muitos negócios de bairro fecharem por férias. Dezembro tem um argumento próprio: os mercados de Natal da Alsácia. Detalhes no módulo melhor época.

A França é cara para brasileiros?

Fica na faixa média-alta da Europa Ocidental, e Paris puxa a média para cima. No perfil econômico dá para se planejar com cerca de €70–100 por dia; no médio conforto, algo entre €140 e €200. O almoço com *formule* a preço fechado é a melhor arma de economia do país. Veja o módulo quanto custa para faixas por categoria.