Roteiro de 14 dias pela França (cidade a cidade)

A espinha dorsal de qualquer roteiro francês é a rede de TGV, que sai de Paris como raio de roda: quase tudo que interessa está a menos de cinco horas de trem da capital, e quase nada é fácil de cruzar sem passar por ela. Este roteiro de duas semanas usa isso a favor — desce por um eixo, atravessa o Sul e sobe pelo outro, sem repetir trecho. Se você tiver menos dias, corte pelo fim: a estrutura aguenta ser encurtada sem perder sentido.

Dia a dia

Dias 1 a 4 — Paris

Quatro noites é o mínimo honesto. Divida por região para não cruzar a cidade à toa: um dia para o eixo Louvre–Tuileries–Ópera, um para a Île de la Cité, Marais e Notre-Dame, um para Orsay, Saint-Germain e Torre Eiffel, e um para Montmartre com uma tarde livre. Compre com antecedência os ingressos com horário marcado — Louvre, Orsay e as torres de Notre-Dame trabalham com reserva online. Guia de Paris.

Dia 5 — Versalhes (bate-volta)

Saia cedo de RER C. O ingresso Passeport cobre castelo, jardins e o domínio de Trianon, e é o formato que a administração privilegia desde 2026. Terça a domingo; o palácio fecha às segundas. Volte a Paris para dormir. Guia de Versalhes.

Dias 6 e 7 — Lyon

Cerca de 2h de TGV desde Paris-Gare de Lyon. Dia 6: Vieux Lyon, o funicular até Fourvière e as *traboules*. Noite num *bouchon* — reserve, são casas pequenas. Dia 7: Presqu'île, o mercado Halles Paul Bocuse e o bairro da Croix-Rousse. Guia de Lyon.

Dias 8 e 9 — Avignon e a Provença

Cerca de 1h10 de TGV desde Lyon. Dia 8: Palácio dos Papas, a ponte Saint-Bénézet e o centro murado. Dia 9: bate-volta a Aix-en-Provence ou aos vilarejos do Luberon — Gordes, Roussillon —, que pedem carro alugado por um dia. Em julho, o Festival d'Avignon toma a cidade: preços sobem e hospedagem some. Guia de Avignon.

Dia 10 — Marselha

Menos de 40 minutos de trem desde Avignon. Vieux-Port de manhã, MuCEM à tarde, Notre-Dame de la Garde no fim do dia pela vista. Se sobrar tempo e for verão, as Calanques — a de Sugiton exige reserva gratuita e antecipada nos meses de pico. Guia de Marselha.

Dias 11 e 12 — Nice e a Riviera

Cerca de 2h30 de trem litorâneo desde Marselha, um dos trajetos mais bonitos do país. Dia 11: Vieux Nice, mercado de Cours Saleya, Promenade des Anglais e a colina do castelo. Dia 12: bate-volta de trem a Mônaco, Èze, Antibes ou Cannes — todas na mesma linha, com bilhetes baratos. Guia de Nice.

Dias 13 e 14 — Bordéus e volta

Este é o trecho caro em tempo: cerca de 6h de trem via Marselha e Toulouse, ou um voo interno de 1h30. Dia 13: centro histórico, Place de la Bourse e o Miroir d'Eau, Cité du Vin. Dia 14: bate-volta ao Médoc ou a Saint-Émilion, e TGV de volta a Paris em cerca de 2h. Guia de Bordéus.

Logística

Todos os trechos são de trem, exceto o de Nice a Bordéus, onde o voo interno se paga em tempo. Compre os TGV com antecedência: os bilhetes abrem com meses de antecipação e o mesmo assento custa uma fração do preço de última hora. Reserve assento nos trechos de sexta e domingo, que lotam de franceses. Detalhes de passes, cartões e alternativas no módulo como se locomover pela França.

> Malas grandes são um problema real nos TGV: o espaço de bagagem é limitado e, desde 2024, há regra de tamanho com multa prevista. Uma mala de mão e uma média por pessoa é o formato que não dá dor de cabeça.

Variações

Perguntas frequentes

Quantos dias para conhecer a França?

Catorze dias cobrem Paris mais dois eixos regionais com folga. Dez dias cobrem Paris mais um eixo. Abaixo de sete, concentre em Paris e arredores — o país é grande e cada troca de cidade come meia diária entre estação, trem e check-in.

Qual a melhor ordem?

De norte para sul, terminando pelo Sudoeste ou voltando direto a Paris de avião. Fazer o contrário funciona igual; o que não funciona é intercalar eixos — ir a Estrasburgo, descer a Marselha e voltar a Bordéus custa dois dias inteiros em trem.

Trem ou carro?

Trem entre cidades, sempre. Carro só para o interior — Luberon, Médoc, Route des Grands Crus, castelos do Loire —, alugado por um ou dois dias na cidade-base. Dirigir e estacionar em centro histórico francês é caro e frustrante.