Guia de Nice: o que fazer, quando ir e quanto custa

Nice tem uma vantagem rara na Riviera: é uma cidade de verdade, com mercado de bairro, universidade e gente que mora ali o ano inteiro — e não um balneário que acorda em junho e fecha em setembro. Isso muda tudo para quem viaja. Você tem mar, museus sérios, uma cozinha própria que quase não se parece com a francesa do resto do país (herança dos séculos em que a cidade foi savoiana, e não francesa, até 1860) e uma linha de trem litorânea que coloca Mônaco, Antibes e Cannes a menos de meia hora. O centro histórico e a orla foram reconhecidos como Patrimônio Mundial em 2021, justamente pelo que representam na invenção do turismo de inverno europeu.

Resumo rápido

Por onde começar

Para o contexto do país, veja o guia da França.

Perguntas frequentes

Quantos dias em Nice?

Três dias dão conta da cidade sem pressa. Cinco permitem usar Nice como base e fazer três ou quatro bate-voltas de trem pela Riviera — que é o melhor uso possível da cidade.

Nice é cara?

Menos que Cannes e muito menos que Saint-Tropez, mas o calendário manda: a mesma diária de julho custa metade em outubro. O centro tem comida de rua barata e boa, o que segura o orçamento diário.

As praias são boas?

São de seixo, não de areia — um detalhe que surpreende quase todo brasileiro. A água é limpa e transparente; leve sandália de borracha para entrar no mar sem sofrimento.

Precisa de carro?

Não. O trem litorâneo liga Nice a Mônaco, Villefranche, Antibes, Cannes e Menton com bilhetes baratos, e os bondes cobrem a cidade. Carro só para o interior, como as vilas de Èze e Saint-Paul-de-Vence.