O que fazer em Nice: o guia completo

Nice se organiza em três faixas paralelas ao mar, e visitar a cidade fica fácil quando você percebe isso: a orla e a Promenade des Anglais, o centro histórico logo atrás dela, e a cidade do século XIX mais ao norte, onde ficam a estação e os bairros residenciais. As colinas — a do Castelo, a leste, e Cimiez, ao norte — são os dois desvios verticais que valem o esforço. Tudo isso cabe a pé, com bonde para as pontas.

Principais atrações por região

Vieux Nice e Cours Saleya

O centro histórico é um labirinto de ruas estreitas com fachadas ocres e persianas coloridas — arquitetura mais italiana que francesa, o que faz sentido para uma cidade que só passou a ser francesa em 1860. O Cours Saleya concentra o mercado: flores e produtos frescos de terça a domingo pela manhã, antiguidades às segundas, e mesas na calçada o dia inteiro. A Catedral Sainte-Réparate, barroca, e a Chapelle de la Miséricorde são as duas paradas de interior que valem.

Colline du Château

Não há castelo — foi demolido no século XVIII —, mas há o melhor mirante da cidade, com a Baía dos Anjos de um lado e o porto do outro, além de uma cascata artificial e muita sombra. A entrada é gratuita, e há um elevador público na Tour Bellanda, no fim da Promenade, que poupa toda a subida.

Promenade des Anglais e as praias

Sete quilômetros de calçadão à beira da Baía dos Anjos, construídos no século XIX com dinheiro da colônia inglesa que passava o inverno aqui — daí o nome. As praias são de seixo, não de areia: sandália de borracha e uma esteira grossa fazem diferença real. Há trechos públicos gratuitos e trechos privados com espreguiçadeira paga.

Cimiez — Matisse e Chagall

A colina residencial ao norte guarda os dois museus mais importantes da cidade. O Musée Matisse, numa vila genovesa do século XVII, cobre a obra do pintor, que morou em Nice por décadas e está enterrado no cemitério ao lado. O Musée National Marc Chagall reúne o ciclo da Mensagem Bíblica, pintado especificamente para aquele edifício — é o mais bem resolvido dos dois. Nas proximidades ficam as ruínas romanas de Cemenelum e um olival com sombra.

Port Lympia e o Mont Boron

O porto é a parte mais fotogênica e menos turística da cidade, com fachadas coloridas e barcos. Dali sobe a trilha do Mont Boron, um bosque com vista de 360° sobre a costa — caminhada de cerca de uma hora, gratuita.

Fora do óbvio

A comida que define a cidade

A cozinha *nissarde* é uma coisa à parte: socca (uma panqueca fina de grão-de-bico assada em forno a lenha e vendida em pedaços), pissaladière (tarte de cebola com anchova), pan bagnat (sanduíche de salada niçoise), petits farcis (legumes recheados). E a salade niçoise de verdade, que os locais defendem com ferocidade, não leva batata nem vagem cozida. Detalhes em Onde comer em Nice.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Nice?

O mercado do Cours Saleya de manhã, a subida à Colline du Château no fim da tarde e o Museu Chagall. Se sobrar tempo, um bate-volta de trem a Villefranche-sur-Mer, que fica a oito minutos e parece outro mundo.

Precisa reservar ingresso?

Raramente. Os museus de Nice não têm o problema de fila de Paris. Reserve apenas se for em julho e agosto e quiser horário específico.

Quantos dias para ver o essencial?

Dois dias cobrem a cidade. O terceiro e o quarto rendem muito mais se usados em bate-voltas pela costa. Veja o guia de Nice e o guia da França.