Guia de Dijon: o que fazer, quando ir e quanto custa

Dijon foi capital de um estado que quase virou país. Entre os séculos XIV e XV, os duques da Borgonha eram mais ricos que os reis da França e governavam de aqui até a Flandres — e o palácio, os túmulos ducais e as casas de mercadores que sobraram dessa época fazem de Dijon uma cidade histórica desproporcional ao seu tamanho. O centro atravessou as guerras praticamente intacto, com mais de novecentas casas antigas. E a poucos quilômetros começa a Route des Grands Crus, a estrada de vinhos que desce por vilarejos cujos nomes você já viu em rótulos caros.

Resumo rápido

Por onde começar

Para o contexto do país, veja o guia da França.

Perguntas frequentes

Quantos dias em Dijon?

Dois dias cobrem o centro histórico, o palácio dos duques e o museu. O terceiro rende em Beaune, a 25 minutos de trem, e na rota dos vinhos.

Precisa entender de vinho?

Não. Dijon é uma cidade histórica excelente por si só, e o museu de belas-artes — com os túmulos dos duques — está entre os melhores da França. O vinho é um bônus, e as degustações funcionam como aula.

A mostarda de Dijon é feita em Dijon?

Quase nunca. "Mostarda de Dijon" é uma receita, não uma denominação de origem, e a maior parte da produção industrial usa sementes importadas e é fabricada em outros lugares. Existe uma produção local em retomada, com sementes da Borgonha, e vale procurar — é notavelmente diferente.

Dijon é cara?

Não. É uma das cidades históricas mais baratas da França, e vários museus municipais têm entrada gratuita no acervo permanente.