Roteiro de 3 dias em Dijon (dia a dia)

Dijon tem um centro histórico compacto que se percorre a pé, com um percurso já sinalizado no chão por corujas de bronze incrustadas na calçada. Dois dias cobrem a cidade sem pressa; o terceiro é para a Borgonha do vinho, que começa a poucos quilômetros e é a razão pela qual muita gente vem.

Dia a dia

Dia 1 — Centro histórico e o palácio dos duques

Manhã. Comece na Place de la Libération, o semicírculo em frente ao Palais des ducs de Bourgogne, e entre no Musée des Beaux-Artsacervo permanente gratuito. Reserve tempo para os túmulos dos duques, com as dezenas de figuras de alabastro em luto esculpidas uma a uma. É uma das obras-primas do gótico europeu.

Meio da manhã. Suba à Tour Philippe le Bon, 316 degraus, com visita guiada em horário fixo e vista sobre a cidade inteira.

Meio-dia. Les Halles, o mercado coberto de 1875 com estrutura de ferro, se for dia de feira. Almoce ali.

Tarde. Siga as corujas de bronze da calçada: Notre-Dame, com o relógio de autômatos trazido da Flandres em 1382 e a coruja que se toca com a mão esquerda fazendo um pedido; a Rue des Forges e o Hôtel Chambellan; a Place François-Rude.

Fim de tarde. Cathédrale Saint-Bénigne e sua cripta circular do século XI, no subsolo.

Noite. Jantar num bistrô da Rue Berbisey, com œufs en meurette e um tinto da Côte de Nuits.

Dia 2 — Museus, gastronomia e jardins

Manhã. Cité Internationale de la Gastronomie et du Vin, aberta em 2022 num antigo hospital, com exposições, adega e escola de cozinha. É a porta de entrada organizada para a região.

Tarde. Musée de la Vie Bourguignonne, gratuito, com lojas de época reconstituídas em tamanho real, e o Puits de Moïse, na Chartreuse de Champmol — o poço monumental esculpido por Claus Sluter no fim do século XIV, com seis profetas maiores que o natural. Quase ninguém vai, e é extraordinário.

Fim de tarde. Jardin Darcy ou o Parc de la Colombière, de traçado francês do século XVII.

Noite. Bar de vinhos: peça por taça para comparar apelações — Gevrey-Chambertin, Meursault, Nuits-Saint-Georges lado a lado.

Dia 3 — Beaune e a rota dos vinhos

Manhã. Trem para Beaune, cerca de 25 minutos. O Hôtel-Dieu, o hospital de caridade fundado em 1443, com o telhado de telhas vidradas em losangos coloridos e as enfermarias medievais preservadas, é o cartão-postal da Borgonha.

Tarde. As adegas de Beaune, muitas escavadas sob a cidade, com degustações; ou a Route des Grands Crus de carro ou bicicleta, passando por Gevrey-Chambertin, Vougeot, Vosne-Romanée e Nuits-Saint-Georges — vilarejos cujos nomes você já viu em rótulos caros. Os *climats* da Borgonha, as parcelas delimitadas ao longo de séculos, são Patrimônio Mundial desde 2015.

Noite. Volta a Dijon, ou jantar em Beaune.

Variações

Logística

Dijon fica a cerca de 1h40 de TGV de Paris-Gare de Lyon. A estação fica a dez minutos a pé do centro histórico, e a cidade tem duas linhas de bonde e um bom sistema de bicicletas públicas. Beaune e Nuits-Saint-Georges têm trem; os vilarejos menores da rota dos vinhos exigem carro, bicicleta ou excursão. Detalhes em como se locomover em Dijon.

> Escolha quem dirige antes da primeira degustação. A rota dos vinhos é feita de adegas a poucos quilômetros umas das outras, e a França tem tolerância baixa e fiscalização frequente. Bicicleta, excursão com motorista ou trem até Beaune resolvem o problema.

Perguntas frequentes

Quantos dias bastam em Dijon?

Dois para a cidade, três com Beaune e os vinhedos.

Dá para fazer bate-volta desde Paris?

Dá — 1h40 de TGV —, mas você teria de escolher entre a cidade e o vinho. Duas noites rendem muito mais.

Qual a melhor ordem?

Cidade primeiro, com o museu e os túmulos ducais para entender de onde vem a riqueza da região; vinhedos depois, quando o contexto já faz sentido. Veja também onde comer em Dijon, onde se hospedar e o guia da França.