Como se locomover em Dijon: bonde, bicicleta e a rota dos vinhos

Dijon é uma cidade média com um centro histórico inteiramente caminhável e uma rede de transporte simples e eficiente. O que exige planejamento é sair: a Route des Grands Crus começa a poucos quilômetros e é a razão de muita gente vir, mas só parte dos vilarejos tem estação de trem. Bicicleta e excursão resolvem o resto — e há uma boa razão para não dirigir.

Modais

A pé. O modal principal. Da estação ao palácio dos duques são dez minutos; o centro histórico inteiro se atravessa em vinte. O Parcours de la Chouette, marcado por corujas de bronze na calçada, liga os monumentos principais.

Bonde (tram). Duas linhas da rede Divia, ligando a estação, o centro, a universidade e os bairros periféricos.

Ônibus. Complementam o bonde e servem as comunas vizinhas.

Bicicleta. A cidade é plana e tem sistema público de aluguel. Mais importante: a Voie des Vignes é uma via ciclável que percorre os vinhedos entre Beaune e Santenay, e há percursos sinalizados saindo de Dijon rumo à Côte de Nuits. Pedalar entre as vinhas é a melhor forma de fazer a rota dos vinhos sem carro.

Trem regional (TER). A partir da estação Dijon-Ville: Nuits-Saint-Georges em cerca de 20 minutos, Beaune em cerca de 25, Chalon-sur-Saône e Lyon ao sul. É a espinha dorsal dos bate-voltas.

Carro. Necessário para os vilarejos menores da rota dos vinhos — Gevrey-Chambertin, Vougeot, Vosne-Romanée — e para os domínios afastados. Com uma ressalva importante: degustação e direção não combinam, e a fiscalização francesa é rigorosa.

Excursões. Meio dia ou dia inteiro saindo de Dijon ou de Beaune, com motorista, cobrindo três ou quatro domínios. É a solução mais sensata para quem quer degustar de verdade.

De Paris e do aeroporto

Paris-Gare de Lyon fica a cerca de 1h40 de TGV. A estação Dijon-Ville está a dez minutos a pé do centro histórico.

Dijon tem um aeroporto pequeno, com poucos voos. A entrada aérea prática é por Paris-Charles de Gaulle, com TGV direto para Dijon em algumas frequências, ou com baldeação em Paris. Lyon-Saint-Exupéry também funciona, com TGV direto em cerca de 1h30.

Passes e bilhetes

Apps úteis

> Para a rota dos vinhos, a melhor combinação sem carro é trem até Beaune ou Nuits-Saint-Georges + bicicleta. A Voie des Vignes é plana, sinalizada e passa literalmente entre as parcelas dos *climats* que a UNESCO reconheceu em 2015 — e você pode degustar sem se preocupar com a volta.

Perguntas frequentes

Vale a pena o passe de transporte?

Dentro da cidade, raramente — tudo é a pé. O Dijon City Pass só compensa se incluir degustações que você faria de qualquer forma, já que os museus principais são gratuitos.

Como chegar a Dijon?

TGV de Paris-Gare de Lyon em cerca de 1h40, ou de Lyon em cerca de 1h30.

Precisa alugar carro?

Só para os vilarejos menores da rota dos vinhos — e, mesmo assim, bicicleta ou excursão com motorista são melhores. Beaune e Nuits-Saint-Georges têm trem. Veja também o que fazer em Dijon, onde se hospedar e o guia da França.