Como se locomover na França: trem, ônibus, voos e carro

A resposta curta é trem. A França tem uma das melhores redes ferroviárias do mundo e ela foi desenhada em estrela, com Paris no centro: Lyon em cerca de 2h, Bordéus em 2h, Marselha em 3h10, Estrasburgo em 1h50, Nice em cerca de 6h. Para o viajante que vai de cidade em cidade, alugar carro na França costuma ser gastar mais para chegar mais tarde. Carro só se justifica no interior — vinhedos, vilarejos, castelos —, e mesmo assim alugado por um ou dois dias na cidade que serve de base.

Modais intermunicipais

TGV. A alta velocidade opera sob duas marcas: TGV INOUI, o serviço completo com assento marcado e bagageiro, e OUIGO, a versão de baixo custo, com estações às vezes mais afastadas, bagagem limitada e preço bem menor. Ambos exigem reserva de assento — não existe "pegar o próximo TGV" sem bilhete daquele trem específico.

TER. Os trens regionais ligam as cidades médias e o interior. Não exigem reserva, aceitam bilhete comprado no dia e são a forma de percorrer a Riviera (Nice–Mônaco–Cannes–Antibes) ou a rota dos vinhos da Alsácia.

Intercités. Ligações de média distância em linhas sem alta velocidade, como Paris–Clermont ou o eixo Bordéus–Marselha.

Ônibus de longa distância. Flixbus e concorrentes cobrem os mesmos trechos por bem menos, levando o dobro ou o triplo do tempo. Compensa em trechos noturnos e para quem viaja com orçamento apertado.

Voos internos. Só se justificam nas travessias transversais que o trem faz mal — Nice a Bordéus, Marselha a Nantes, qualquer coisa envolvendo a Córsega. Nos eixos que saem de Paris, o trem chega antes quando se conta o deslocamento até o aeroporto.

Passes e bilhetes

Dicas

Perguntas frequentes

Trem ou carro na França?

Trem entre cidades, carro só para o interior. Nos eixos servidos por TGV, o trem é mais rápido, mais barato que a soma de aluguel, combustível, pedágio e estacionamento, e deixa você no centro.

Vale a pena o passe ferroviário?

Para a maioria dos roteiros, não. Bilhetes de TGV comprados com antecedência costumam sair mais barato que o passe, que ainda cobra reserva obrigatória à parte. O passe faz sentido para quem vai improvisar muitos trechos curtos.

Voos internos compensam?

Só nas travessias transversais, tipo Riviera–Sudoeste, e para a Córsega. Em qualquer trecho a partir de Paris, o trem ganha quando você conta o tempo de aeroporto. Para montar os trechos, veja o roteiro pela França e o guia da França.