O que fazer em Turim: o guia completo

Turim foi desenhada em grade, com eixos retos e praças monumentais, o que a torna a cidade italiana mais fácil de percorrer sem se perder — e uma das mais confortáveis, porque tem dezoito quilômetros de arcadas cobertas ligando os pontos principais do centro. As atrações se concentram num retângulo caminhável, com dois museus de peso internacional a poucos quarteirões um do outro.

Principais atrações

Museu Egípcio

O segundo maior acervo egípcio do mundo, atrás apenas do Museu do Cairo, e o mais antigo museu do mundo dedicado exclusivamente ao Egito, fundado em 1824. Tem mais de trinta mil peças expostas, incluindo o Templo de Ellesiya inteiro — doado pelo Egito à Itália pela ajuda no resgate dos monumentos da Núbia —, o papiro de Turim com a lista de reis, e a tumba intacta do arquiteto Kha e sua esposa Merit, com todo o enxoval funerário no lugar.

Reserve pelo menos três horas. É a razão pela qual muita gente vai a Turim.

Mole Antonelliana e o Museu Nacional do Cinema

O símbolo da cidade: uma torre de 167 metros projetada em 1863 como sinagoga, que estourou o orçamento, mudou de dono e virou monumento nacional. Dentro dela funciona o Museu Nacional do Cinema, um dos melhores do mundo no gênero, organizado em rampas em espiral ao redor do vão central, com poltronas reclináveis onde se assiste a projeções deitado.

Um elevador panorâmico de cabo transparente sobe pelo vão da cúpula até um mirante a 85 metros, em cerca de um minuto. A vista alcança os Alpes em dias claros. Compra-se separado ou em combinado com o museu.

Palácio Real e a Praça Castello

O complexo dos Musei Reali reúne o Palácio Real dos Saboia, a Armeria Reale (uma das maiores coleções de armaduras da Europa), a Galleria Sabauda e os jardins. Fica na Piazza Castello, o centro geométrico da cidade, junto ao Palazzo Madama.

Na Catedral de São João Batista, ao lado, está guardado o Sudário de Turim — que não fica exposto: permanece numa urna selada e só é mostrado em ostensões raras, decididas pelo Vaticano. A capela que o abriga, projetada por Guarino Guarini com uma cúpula de geometria extraordinária, reabriu em 2018 depois de vinte e um anos de restauro por causa de um incêndio, e é uma obra-prima da arquitetura barroca.

As praças e as arcadas

A Piazza San Carlo, chamada de "sala de estar de Turim", com as duas igrejas gêmeas e os cafés históricos sob as arcadas. A Piazza Vittorio Veneto, uma das maiores praças com arcadas da Europa, descendo até o rio Pó. E a Via Roma, o eixo comercial coberto.

Os cafés históricos

Turim tem a maior concentração de cafés do século XVIII e XIX da Itália, com interiores de espelho, mármore e madeira preservados. Foi aqui que se inventou o bicerin — a bebida em camadas de café, chocolate e creme de leite, servida em copo de vidro — e onde o vermute foi criado por Antonio Benedetto Carpano em 1786. Sentar-se num deles é a atividade turinesa por excelência, e custa o preço de um café servido à mesa.

Fora do óbvio

A comida que define a cidade

O Piemonte é, junto com a Emília-Romanha, a melhor região gastronômica da Itália: agnolotti del plin, vitello tonnato, bagna càuda, a trufa branca de Alba no outono e os vinhos das Langhe — Barolo e Barbaresco. Turim é também a capital do chocolate italiano, com o gianduia inventado aqui. Detalhes em onde comer em Turim.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Turim?

O Museu Egípcio, o Museu Nacional do Cinema na Mole com a subida ao mirante, um café histórico na Piazza San Carlo e o aperitivo no Quadrilatero Romano. Se houver um terceiro dia, a Venaria Reale.

Precisa reservar ingresso em Turim?

Raramente — é uma das vantagens de Turim sobre as cidades do circuito clássico. Vale reservar o Museu Egípcio em fim de semana e feriado.

Quantos dias para ver o essencial?

Dois dias cheios. Turim tem dois museus que pedem meio dia cada, e o resto da cidade se faz caminhando sob as arcadas. Veja o guia de Turim.