Roteiro de 2 dias em Turim (dia a dia)
Turim tem dois museus de peso internacional que pedem meio dia cada, e uma cidade que se percorre confortavelmente a pé sob dezoito quilômetros de arcadas. O roteiro se organiza sozinho: um museu por período, com o centro histórico costurando os intervalos.
Dia 1 — Egito e cinema
Manhã. Museu Egípcio na abertura. Três horas é o mínimo honesto: é o segundo maior acervo do mundo, com o Templo de Ellesiya inteiro e a tumba intacta do arquiteto Kha.
Meio-dia. Almoce no Quadrilatero Romano, a dois quarteirões.
Tarde. Mole Antonelliana: o Museu Nacional do Cinema, organizado em rampas em espiral ao redor do vão central, com poltronas reclináveis para assistir deitado, e depois o elevador panorâmico de cabo transparente até o mirante a 85 metros. Em dia claro, os Alpes aparecem no horizonte.
Fim de tarde. Desça até a Piazza Vittorio Veneto e caminhe até a margem do Pó.
Noite. Aperitivo no Quadrilatero Romano ou em San Salvario — em Turim ele substitui o jantar.
Dia 2 — Os Saboia e a colina
Manhã. Piazza Castello e os Musei Reali: o Palácio Real, a Armeria Reale com as armaduras e a Galleria Sabauda. Ao lado, a Catedral e a Capela do Sudário de Guarino Guarini, reaberta em 2018 depois de vinte e um anos de restauro — a cúpula é uma das obras-primas do barroco.
Meio-dia. Um café histórico na Piazza San Carlo ou na Via Roma, com um bicerin. É a atividade turinesa por excelência.
Tarde. Escolha:
- Basilica di Superga, subindo pelo bonde cremalheira de 1884 até o alto da colina do outro lado do rio — a melhor vista da cidade, com a cordilheira alpina inteira ao fundo.
- Museo dell'Automobile, um dos melhores do mundo no gênero, contando a história da indústria que fez a cidade.
- Mercato di Porta Palazzo e a feira do Balôn, se for sábado.
Noite. Jantar de cozinha piemontesa — agnolotti del plin, vitello tonnato — numa trattoria do centro.
Dia 3 (opcional)
- Reggia di Venaria Reale, o palácio de caça dos Saboia a poucos quilômetros, com a Galleria Grande de Juvarra e jardins enormes. Meio dia, alcançável de ônibus ou trem.
- As Langhe — Alba, Barolo, Barbaresco —, a uma hora e meia, para os vinhos e, no outono, a trufa branca. Exige carro ou tour.
- Sacra di San Michele, a abadia sobre o rochedo que inspirou *O Nome da Rosa*, a 40 km.
- Milão, a uma hora de trem de alta velocidade. Veja o guia de Milão.
Variações
- Um dia só: Museu Egípcio de manhã, Mole à tarde, aperitivo à noite. É o recorte certo.
- Com criança: o Museu do Cinema, o elevador da Mole, o Museu do Automóvel e o bonde cremalheira de Superga funcionam muito bem.
- Chuva: as arcadas cobrem quase todo o centro, e os dois grandes museus são internos. Turim é boa cidade para dias ruins.
- Outono: encaixe a Feira Internacional da Trufa Branca de Alba, entre outubro e novembro. É o melhor momento gastronômico do Piemonte.
Logística
O centro se faz a pé sob as arcadas. O metrô automático (linha 1) liga a estação Porta Nuova ao centro e a Porta Susa, e há uma rede densa de bondes e ônibus. A estação Porta Susa é a de alta velocidade: Milão em cerca de uma hora, Bolonha em cerca de duas.
Detalhes em como se locomover em Turim e a escolha do bairro em onde se hospedar. Para o país, o guia da Itália.
Perguntas frequentes
Quantos dias bastam em Turim?
Dois. Um dia só cobre os dois museus principais em ritmo apertado; dois deixam espaço para os palácios reais, os cafés e a colina.
Dá para fazer Turim como bate-volta de Milão?
Dá — uma hora de trem de alta velocidade — e rende um dia bom com o Museu Egípcio e a Mole. Você perde o aperitivo e a noite, que são metade da graça.
Qual a melhor ordem das atrações?
Museu Egípcio na abertura do primeiro dia, quando a cabeça está fresca; Mole à tarde; palácios reais no segundo dia; colina no fim.