Guia da Itália: por onde começar, quando ir e quanto custa

A Itália é um país jovem feito de regiões velhas. A unificação tem pouco mais de 160 anos; as cidades que a compõem passaram séculos como repúblicas, ducados e reinos rivais, e ninguém esqueceu disso. É por isso que atravessar da Emília-Romanha à Sicília parece mudar de país: muda a cozinha, muda o sotaque, muda o horário do jantar, muda até o pão. Para o viajante brasileiro, essa é a boa notícia — a Itália suporta muitas viagens diferentes, e a segunda raramente repete a primeira.

O que saber antes

> A Itália cobra por coisas que antes eram de graça, e o ritmo aumentou. Desde janeiro de 2026 a Fontana di Trevi tem entrada paga (cerca de €2), o Panteão subiu para cerca de €7 em julho de 2026 e Veneza cobra uma taxa de acesso de quem visita a cidade por um dia. Nada disso quebra um orçamento, mas some — e pega desprevenido quem viajou pela última vez antes da pandemia.

Para onde ir

O circuito clássico e as alternativas estão organizados em duas páginas:

Os guias das principais cidades:

O que ler antes de fechar a viagem

Para o panorama do continente, veja o guia da Europa.

Perguntas frequentes

Quantos dias são necessários para conhecer a Itália?

Para o circuito clássico — Roma, Florença e Veneza — dez dias funcionam bem, com quatro noites em Roma, três em Florença e duas em Veneza. Em uma semana, corte para duas cidades. Querendo incluir o sul (Nápoles, Pompeia, Costa Amalfitana) ou uma ilha, planeje catorze dias ou mais: a Itália é comprida, e o tempo perdido em deslocamento é sempre maior do que o mapa sugere.

Qual a melhor época para ir à Itália?

Abril–junho e setembro–outubro. Clima bom, dias longos e multidão menor que a de julho e agosto. Agosto é o mês a evitar por dois motivos: calor forte no centro-sul e o *Ferragosto* (15 de agosto), quando os próprios italianos viajam e muitos restaurantes e comércios fecham por semanas nas cidades.

A Itália é cara para o brasileiro?

Fica numa faixa média para a Europa Ocidental — mais barata que França e Suíça, mais cara que Portugal e Espanha. A conta muda muito por região: o mesmo dia que custa €160 em Veneza sai por €90 na Puglia. Comer bem é onde a Itália é generosa: um almoço de trattoria com prato, água e café raramente é caro. Veja o detalhamento em quanto custa viajar para a Itália.

Precisa de visto para a Itália?

Não para turismo de até 90 dias. Mas 2026 é um ano de transição nas fronteiras europeias — o registro biométrico do EES já está valendo e o ETIAS entra em vigor no fim do ano. O que isso muda na prática está em visto e documentação.