Guia de Florença: o que fazer, quando ir e quanto custa

Florença é uma cidade pequena que produziu uma quantidade desproporcional da arte ocidental. O centro histórico inteiro se atravessa a pé em vinte minutos, e dentro desse perímetro estão a cúpula de Brunelleschi, o David de Michelangelo, o Nascimento de Vênus de Botticelli e a ponte medieval mais fotografada da Europa. Essa densidade é a graça e o problema: Florença concentra num quilômetro quadrado a mesma multidão que Roma dilui em quinze.

Para o viajante brasileiro, ela costuma ser a segunda parada da Itália e a que menos cansa fisicamente — desde que se aceite que aqui não se anda muito, se olha muito.

Resumo rápido

Por onde começar

Para o contexto do país, veja o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias em Florença?

Três dias cobrem a cidade sem atropelo: um para o complexo do Duomo, um para a Uffizi e o centro, um para a Accademia e o Oltrarno. Com dois dá, cortando um dos grandes museus. Com quatro ou cinco, Florença vira base para a Toscana — Siena, Lucca, Pisa e o Chianti são todos bate-volta.

Florença é cara?

Em hospedagem, é das mais caras da Itália por metro quadrado, porque a oferta no centro é pequena e a procura é alta. Em comida, é razoável. E em museus é a cidade que mais cobra: Uffizi, Accademia e o passe do Duomo somam bem mais de €70 por pessoa, com taxa de reserva por cima.

Qual a melhor época para ir a Florença?

Abril, maio, setembro e outubro. O verão florentino é o pior do circuito clássico italiano — a cidade está encaixada num vale do Arno que retém calor, e as ruas estreitas não ventilam. Novembro a março tem clima frio e úmido e, em compensação, museus quase vazios.