Roteiro de 3 dias em Florença (dia a dia)

Em Florença, o roteiro não é desenhado pela geografia — tudo fica perto — e sim pelas reservas de horário. Uffizi, Accademia e a subida à cúpula de Brunelleschi têm faixa marcada e vagas que esgotam, e são elas que fixam o esqueleto dos dias. Reserve primeiro, monte o roteiro depois. E respeite uma regra: os dois grandes museus em datas diferentes.

Dia 1 — O complexo do Duomo

Manhã. Cúpula de Brunelleschi no primeiro horário, quando ainda está fresco — são 463 degraus sem elevador, em passagens estreitas. Depois, a nave da catedral (gratuita) e o Batistério, com as portas de Ghiberti.

Tarde. Museu dell'Opera del Duomo, quase sempre vazio e guardião das portas originais e da *Pietà Bandini* de Michelangelo. Se ainda houver fôlego, o campanário de Giotto, cuja vista tem a vantagem de incluir a cúpula.

Noite. Jante em Sant'Ambrogio, a leste, com preços de bairro.

Dia 2 — Uffizi e o centro

Manhã. Galleria degli Uffizi na abertura, com reserva. Reserve três horas.

Tarde. Piazza della Signoria, a Loggia dei Lanzi, o Palazzo Vecchio e a travessia da Ponte Vecchio. Termine em Santa Croce, com os túmulos de Michelangelo, Galileu e Maquiavel.

Noite. Suba ao Piazzale Michelangelo para o pôr do sol e continue até a igreja de San Miniato al Monte, logo acima — românica do século XI, com canto gregoriano no fim do dia. Desça a pé e jante no Oltrarno.

Dia 3 — Accademia e Oltrarno

Manhã. Galleria dell'Accademia com reserva, para o David e os Prisioneiros — uma hora basta. Emende com o Museu de San Marco, a poucos passos, com os afrescos que Fra Angelico pintou cela por cela. É a melhor hora do roteiro e a menos famosa.

Tarde. Atravesse para o Oltrarno: a Capela Brancacci, com os afrescos de Masaccio, o Palazzo Pitti ou o Jardim de Boboli, e as oficinas de artesãos de San Frediano.

Noite. Aperitivo na Piazza Santo Spirito e jantar por ali.

Variações

Logística

Não há deslocamento a resolver: o centro histórico se atravessa a pé em vinte minutos e o único trecho que cansa é a subida ao Piazzale Michelangelo — que também tem ônibus, se o joelho pedir. O piso é de pedra e sapato firme importa. Táxi e carro são inúteis dentro do centro, que é ZTL com leitura automática de placa. Os detalhes estão em como se locomover em Florença.

Escolher bem o bairro reduz o roteiro a caminhadas curtas: veja onde se hospedar em Florença e onde comer em Florença. Para o país, o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias bastam em Florença?

Três para a cidade com calma. Dois cobrem o essencial cortando o Oltrarno. Quatro ou mais só se justificam usando a cidade como base para a Toscana.

Dá para fazer Florença em um fim de semana?

Dá, e bem — é uma das cidades italianas que melhor cabem em dois dias, porque tudo é perto. O que não cabe é improvisar: sem reserva de Uffizi e Accademia, um fim de semana vira fila.

Qual a melhor ordem das atrações?

A que as reservas permitirem. Se puder escolher, cúpula no primeiro horário de um dia, Uffizi na abertura de outro, Accademia num terceiro. Tudo o mais se encaixa nos intervalos, a pé.