Guia de Palermo: o que fazer, quando ir e quanto custa

Palermo não é uma cidade italiana com influências estrangeiras: é uma cidade fenícia, romana, bizantina, árabe, normanda, suábia, espanhola e italiana, nessa ordem, e todas as camadas continuam visíveis. O caso mais extraordinário é o período normando dos séculos XI e XII, quando reis vindos da Normandia governaram uma Sicília de população muçulmana e grega e produziram uma arte que não existe em nenhum outro lugar do mundo — igrejas com cúpulas árabes, mosaicos bizantinos e tetos de madeira de artesãos islâmicos, encomendados por reis católicos.

Some a isso o maior centro histórico da Itália depois de Nápoles, quatro mercados de rua vivos, a melhor comida de rua do país e um estado de conservação irregular que incomoda alguns e é exatamente o charme para outros.

Resumo rápido

Por onde começar

Para o contexto do país, veja o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias em Palermo?

Três dias: um para o circuito árabe-normando (Palácio dos Normandos e Capela Palatina, Catedral, San Giovanni degli Eremiti), um para os mercados e o centro barroco, e um para Monreale, cujo mosaico é o ponto alto de toda a viagem. Com cinco dias, Palermo vira base para Cefalù, Segesta, Erice e Trapani.

Palermo é segura?

É a pergunta inevitável, e a resposta honesta é que Palermo hoje é uma cidade normal, com índices de criminalidade violenta abaixo dos de várias cidades do norte da Itália. O que existe é furto e batedor de carteira em mercado e ônibus lotado, e ruas do centro histórico mal iluminadas à noite. Os cuidados são os de qualquer capital brasileira, e ninguém vai te incomodar.

Palermo é cara?

Não. É uma das capitais regionais mais baratas da Itália: hospedagem, comida e transporte custam bem menos que no norte. A comida de rua palermitana é possivelmente a melhor relação entre qualidade e preço de toda a Europa.