Guia de Palermo: o que fazer, quando ir e quanto custa
Palermo não é uma cidade italiana com influências estrangeiras: é uma cidade fenícia, romana, bizantina, árabe, normanda, suábia, espanhola e italiana, nessa ordem, e todas as camadas continuam visíveis. O caso mais extraordinário é o período normando dos séculos XI e XII, quando reis vindos da Normandia governaram uma Sicília de população muçulmana e grega e produziram uma arte que não existe em nenhum outro lugar do mundo — igrejas com cúpulas árabes, mosaicos bizantinos e tetos de madeira de artesãos islâmicos, encomendados por reis católicos.
Some a isso o maior centro histórico da Itália depois de Nápoles, quatro mercados de rua vivos, a melhor comida de rua do país e um estado de conservação irregular que incomoda alguns e é exatamente o charme para outros.
Resumo rápido
- Dias ideais: 3 dias para a cidade e Monreale. Como base para a Sicília ocidental, 5 ou mais.
- Melhor época: abril–junho e setembro–outubro. O verão é muito quente; o inverno é ameno e chuvoso, e a cidade continua funcionando.
- Orçamento médio/dia: econômico, cerca de €50–75; médio, €100–150; conforto, €240 ou mais. É das cidades mais baratas da Itália.
Por onde começar
- O que fazer em Palermo — a Capela Palatina, Monreale, os mercados e as catacumbas.
- Onde comer em Palermo — panelle, sfincione, pane ca' meusa, arancine e cannoli.
- Roteiro de 3 dias em Palermo — o circuito normando, os mercados e um dia fora da cidade.
- Onde se hospedar em Palermo — Centro Storico, Politeama, Kalsa e Mondello.
- Melhor época para visitar Palermo — clima e o Festino di Santa Rosalia.
- Como se locomover em Palermo — a pé, ônibus, e do aeroporto ao centro.
- Quanto custa visitar Palermo — orçamento por perfil e os passes do circuito árabe-normando.
Para o contexto do país, veja o guia da Itália.
Perguntas frequentes
Quantos dias em Palermo?
Três dias: um para o circuito árabe-normando (Palácio dos Normandos e Capela Palatina, Catedral, San Giovanni degli Eremiti), um para os mercados e o centro barroco, e um para Monreale, cujo mosaico é o ponto alto de toda a viagem. Com cinco dias, Palermo vira base para Cefalù, Segesta, Erice e Trapani.
Palermo é segura?
É a pergunta inevitável, e a resposta honesta é que Palermo hoje é uma cidade normal, com índices de criminalidade violenta abaixo dos de várias cidades do norte da Itália. O que existe é furto e batedor de carteira em mercado e ônibus lotado, e ruas do centro histórico mal iluminadas à noite. Os cuidados são os de qualquer capital brasileira, e ninguém vai te incomodar.
Palermo é cara?
Não. É uma das capitais regionais mais baratas da Itália: hospedagem, comida e transporte custam bem menos que no norte. A comida de rua palermitana é possivelmente a melhor relação entre qualidade e preço de toda a Europa.