Roteiro de 3 dias em Palermo (dia a dia)
Palermo se organiza em torno dos Quattro Canti, o cruzamento das duas ruas principais do traçado espanhol do século XVI, que divide o centro em quatro bairros. As atrações normandas ficam a oeste; os mercados e o barroco, no miolo; a praia e Monreale, fora da cidade.
Este roteiro reserva um período inteiro para Monreale, e essa é a decisão mais importante: é lá que está o maior conjunto de mosaicos bizantinos do mundo depois de Santa Sofia.
Dia 1 — O circuito árabe-normando
Manhã. Palácio dos Normandos e a Capela Palatina logo na abertura — mosaicos bizantinos, arcos árabes e um teto de mocárabe entalhado por artesãos fatímidas, tudo dentro de uma capela católica de 1140. Confirme antes: ela fecha em dias de sessão do parlamento regional.
Ao lado, San Giovanni degli Eremiti, com as cinco cúpulas vermelhas e o claustro de citros.
Meio-dia. Desça pelo mercado de Ballarò e almoce de comida de rua: panelle, crocchè, arancine.
Tarde. Catedral de Palermo — os túmulos reais, a inscrição do Corão numa coluna do pórtico, e a subida aos telhados para a vista do centro. Depois, a Piazza Bellini com a Martorana e San Cataldo, uma ao lado da outra.
Noite. Jantar na Vucciria, que de dia é um mercado quase morto e à noite vira bares ao ar livre com stigghiola na brasa.
Dia 2 — Monreale e as catacumbas
Manhã. Ônibus até Monreale, a oito quilômetros. A catedral tem 6.500 metros quadrados de mosaico dourado cobrindo o interior inteiro, com um Cristo Pantocrator de quase vinte metros no ábside. Ao lado, o claustro com 228 colunas geminadas, cada par com capitéis diferentes.
Reserve a manhã inteira. É o ponto alto da viagem à Sicília.
Tarde. De volta a Palermo, as Catacumbas dos Capuchinhos: oito mil corpos mumificados, muitos ainda vestidos, expostos ao longo de corredores subterrâneos. É perturbador e inesquecível.
Fim de tarde. O Teatro Massimo, a maior casa de ópera da Itália, com visita guiada — e a escadaria da cena final de *O Poderoso Chefão III*.
Noite. Jantar no bairro Politeama ou na Kalsa.
Dia 3 — A Palermo escondida e o mar
Manhã. Os oratórios de Giacomo Serpotta — Santa Cita e San Lorenzo —, cobertos de esculturas de estuque branco do início do século XVIII, de uma delicadeza inesperada e quase sempre vazios. Depois, o mercado do Capo, o mais cênico dos quatro.
Tarde. Mondello, a praia de Palermo, a onze quilômetros: areia clara, água turquesa e arquitetura *liberty* do início do século XX. Ou, se a praia não interessar, o Museu Arqueológico Salinas e a Villa Palagonia em Bagheria, a "vila dos monstros" que fascinou Goethe.
Noite. Cannoli recheados na hora e uma última rodada de comida de rua.
Variações
- Dois dias: dia 1 completo e Monreale na manhã do dia 2. Corte o resto.
- Palermo como base (5 dias ou mais): acrescente Cefalù (uma hora de trem, com outra catedral normanda e uma praia), Segesta (o templo dórico isolado numa colina), Erice (a vila medieval no alto de uma montanha) e Trapani com as salinas.
- Com criança: Mondello, o Teatro delle Marionette (o teatro de fantoches siciliano, patrimônio imaterial da Unesco) e os mercados. Pule as catacumbas.
- Verão: inverta o dia — mercados e igrejas de manhã, sesta, e as ruas de novo depois das 18h. O calor palermitano no meio da tarde é sério.
Logística
O centro histórico se faz a pé, com ruas estreitas e piso irregular. Monreale e Mondello se alcançam por ônibus urbano. O aeroporto Falcone-Borsellino liga-se ao centro por trem e por ônibus.
Detalhes em como se locomover em Palermo e a escolha do bairro em onde se hospedar. Para o país, o guia da Itália.
Perguntas frequentes
Quantos dias bastam em Palermo?
Três: dois na cidade e um período inteiro em Monreale. Dois dias funcionam cortando o terceiro; menos que isso deixa Monreale de fora, o que é um erro.
Dá para fazer Monreale em bate-volta rápido?
Dá, e não deve. São oito quilômetros e o ônibus leva cerca de meia hora, mas a catedral e o claustro pedem duas a três horas — é o maior conjunto de mosaicos bizantinos do mundo fora de Istambul.
Qual a melhor ordem das atrações?
Circuito normando primeiro, para entender a cidade; Monreale no segundo dia, que é o auge; e o terceiro para o que Palermo tem de mais próprio — os oratórios, os mercados e o mar.