Guia de Matera: o que fazer, quando ir e quanto custa

Matera é a cidade habitada mais antiga da Itália e uma das mais antigas do mundo — há ocupação contínua nas grutas do desfiladeiro há cerca de nove mil anos. Os Sassi, os dois bairros de casas escavadas na rocha calcária, são o motivo da fama, e a história recente deles é o que torna Matera diferente de qualquer outro cartão-postal italiano.

Nos anos 1950, os Sassi eram descritos no parlamento como "a vergonha nacional": famílias inteiras viviam nas grutas com os animais, sem água encanada nem esgoto, com mortalidade infantil altíssima. Em 1952, uma lei determinou a evacuação forçada de cerca de quinze mil pessoas para bairros novos. Os Sassi ficaram vazios por três décadas. A partir dos anos 1980 vieram o tombamento, o restauro e a reocupação — e em 2019 Matera foi Capital Europeia da Cultura. É uma das reviravoltas urbanas mais completas do século XX.

Resumo rápido

Por onde começar

Para o contexto do país, veja o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias em Matera?

Dois dias e uma noite. Um dia cobre os dois Sassi e as igrejas rupestres principais; a noite é o que muda tudo, porque a cidade iluminada, vista do Belvedere ou de dentro do próprio desfiladeiro, é a imagem que fica. O segundo dia rende o Parque da Murgia, do outro lado do vale.

Como se chega a Matera?

É a parte difícil: Matera não tem estação ferroviária da rede nacional. Chega-se por ônibus a partir de Bari (cerca de 1h15), Nápoles ou Roma, ou pelo trem regional privado das Ferrovie Appulo Lucane, também desde Bari. Bari é a porta de entrada natural, com aeroporto.

Matera é cara?

A Basilicata é uma das regiões mais baratas da Itália, mas Matera é a exceção regional: a transformação em destino internacional depois de 2019 elevou os preços, e as *hotel-grutas* nos Sassi cobram caro. Comer continua barato, e a cidade nova, logo acima, tem hospedagem por metade do preço.