Guia de Cinque Terre: o que fazer, quando ir e quanto custa

Cinque Terre não é uma cidade: são cinco vilas de pescadores — Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore — encaixadas em cinco enseadas de um trecho de costa da Ligúria tão íngreme que, por séculos, só se chegava a elas por mar ou por trilha. As casas altas e estreitas pintadas em cores fortes existem por um motivo prático: eram a forma de o pescador reconhecer a própria casa do alto-mar.

A ferrovia mudou tudo em 1874 e o turismo mudou de novo nos anos 1990. Hoje as cinco vilas formam um parque nacional e patrimônio da Unesco, com um problema conhecido: cabem muito menos pessoas do que querem entrar. Isso não é motivo para não ir — é motivo para ir na hora certa.

Resumo rápido

Por onde começar

Para o contexto do país, veja o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias em Cinque Terre?

Duas noites. As cinco vilas se visitam em um dia cheio de trem, mas o que faz a região valer a pena — as vilas vazias antes das 10h e depois das 18h, uma trilha sem fila, o pôr do sol em Manarola — só existe para quem dorme lá.

As trilhas estão abertas?

Em parte. O trecho Monterosso–Vernazza–Corniglia do Sentiero Verde Azzurro funciona e é pago. A Via dell'Amore, entre Riomaggiore e Manarola, reabriu e exige reserva de horário. O trecho costeiro Manarola–Corniglia segue fechado por instabilidade da encosta, sem previsão de reabertura antes de 2028. Sempre confirme no site do parque antes de viajar: os fechamentos por deslizamento são frequentes.

Cinque Terre é cara?

A hospedagem nas vilas é cara para o que oferece, porque o espaço é minúsculo e a procura é enorme — some o Cinque Terre Card, que é obrigatório para as trilhas pagas. Comer e circular é razoável. Levanto e La Spezia, a poucos minutos de trem, custam bem menos.