Como se locomover em Cinque Terre: trem, barco e o Cinque Terre Card

A ferrovia de 1874 é a razão pela qual Cinque Terre deixou de ser inacessível, e continua sendo a espinha dorsal da região: uma linha que corre quase toda dentro de túneis escavados na encosta, ligando as cinco vilas com viagens de três a oito minutos entre paradas. O carro, aqui, é pior que inútil — é um problema.

Modais

Trem

A linha Levanto–Cinque Terre–La Spezia para nas cinco vilas. As viagens são curtas e os trens frequentes (a cada 15 a 30 minutos na temporada), o que faz do trem o meio padrão para tudo. Duas ressalvas: entre 10h e 17h em alta temporada, você viaja em pé e espremido, e os trens regionais atrasam com alguma frequência.

As estações de Corniglia e Manarola ficam abaixo das vilas — no caso de Corniglia, a 382 degraus de distância (a escadaria *Lardarina*), com um ônibus de ligação como alternativa.

Barco

De abril a outubro, as linhas costeiras ligam quatro das cinco vilas (Corniglia não tem porto), além de Levanto, Portovenere e La Spezia. É mais lento que o trem e é o melhor programa da região: a costa vista do mar é a paisagem que as fotos tentam reproduzir. Cancelado com mar agitado, sem aviso prévio.

O barco não está incluído no Cinque Terre Card e se paga à parte.

Trilhas

O Sentiero Verde Azzurro ligava as cinco vilas pela costa e hoje está parcialmente aberto. Os trechos Monterosso–Vernazza e Vernazza–Corniglia funcionam e são pagos; a Via dell'Amore (Riomaggiore–Manarola) reabriu e exige reserva de horário; o trecho costeiro Manarola–Corniglia segue fechado, sem previsão antes de 2028.

Existem também as trilhas altas, gratuitas e menos movimentadas, que sobem aos santuários e cruzam os terraços de vinha — a de Manarola a Volastra é a mais acessível delas.

Sapato de caminhada é obrigatório nos trechos pagos: há fiscalização na entrada, e chinelo ou sandália podem render recusa de acesso.

Ônibus do parque

Ligam as estações às partes altas das vilas e aos santuários da montanha. Estão incluídos no Cinque Terre Card e resolvem os 382 degraus de Corniglia.

Carro

Não use. As vilas são fechadas ao tráfego, os estacionamentos são pequenos, distantes e caros, e a estrada de acesso é estreita e sinuosa. Quem chega de carro estaciona em La Spezia ou Levanto e segue de trem — que é o que faria de qualquer forma.

O Cinque Terre Card

O cartão do Parque Nacional existe em duas versões, com preço que varia conforme a data e a lotação prevista:

Qual escolher: se você vai se deslocar de trem mais de duas vezes por dia — o que acontece em praticamente qualquer roteiro —, a versão com trem compensa. Se pretende caminhar a maior parte do tempo e usar o trem uma vez por dia, a Trekking Card sai melhor.

Compra-se online no site do parque ou nos postos de informação das estações das cinco vilas, de Levanto e de La Spezia.

> A Via dell'Amore exige reserva de horário, além do cartão. Ela é o trecho mais concorrido da região e as vagas esgotam em alta temporada — reserve antes de viajar, não no dia.

Apps e sites úteis

Para escolher a vila-base, veja onde se hospedar e o roteiro de 2 dias. Para os trechos entre cidades, como se locomover na Itália.

Perguntas frequentes

Vale a pena o Cinque Terre Card?

Sim, e a versão com trem compensa na maioria dos roteiros. As trilhas pagas exigem o cartão de qualquer forma, e o trem ilimitado se paga com duas ou três viagens por dia.

Como chegar a Cinque Terre?

De trem, sempre. La Spezia e Levanto são as portas de entrada, com conexões diretas de Pisa, Florença, Gênova e Milão. De Florença, cerca de duas horas e meia com uma baldeação.

Precisa alugar carro em Cinque Terre?

Não, e o carro atrapalha: as vilas são fechadas ao tráfego, o estacionamento é caro e escasso, e o trem faz todos os trajetos em minutos. Se você vem de carro, deixe-o em La Spezia ou Levanto.