O que fazer em Cinque Terre: o guia completo

O essencial em Cinque Terre é entender que as cinco vilas ficam a poucos minutos de trem uma da outra e que a experiência muda completamente conforme a hora. Entre 10h e 17h, o trem, as ruas principais e os mirantes ficam tomados; antes e depois disso, são vilas de pescadores. Se você dorme na região, a estratégia é óbvia: caminhe e visite cedo e tarde, e use o miolo do dia para o mar ou para a sesta.

As cinco vilas

Monterosso al Mare

A maior e a única com praia de areia de verdade, dividida entre a parte velha e a nova. Tem mais serviços, mais hotéis e mais espaço — é também a menos "Cinque Terre" das cinco, no sentido de ser a que menos parece um cartão-postal. Boa base para quem viaja com criança ou quer praia.

Vernazza

Para muita gente, a mais bonita das cinco: um porto natural em ferradura, a igreja de Santa Margherita de Antiochia com os pés na água e o Castello Doria no alto, de onde sai a melhor vista da vila. Sofreu uma enchente devastadora em 2011 e foi reconstruída.

Corniglia

A única que não fica à beira-mar: está cem metros acima, num promontório, e do trem se chega por uma escadaria de 382 degraus (a *Lardarina*) ou por um ônibus de ligação. É por isso a mais tranquila das cinco, e a que preserva mais vida de vila.

Manarola

A vila da foto clássica: casas empilhadas sobre a rocha, vistas do caminho que sai em direção ao cemitério. É o melhor pôr do sol da região — o mirante enche uma hora antes. Também é o centro da produção do vinho local.

Riomaggiore

A mais a leste e a primeira para quem chega de La Spezia. Uma rua principal descendo até um pequeno porto onde os barcos ficam encalhados na rampa. O mirante sobre as pedras do lado sul é o segundo melhor lugar da região para o entardecer.

As trilhas

O Sentiero Verde Azzurro (SVA), a trilha costeira que ligava as cinco vilas, está parcialmente aberto — e essa é a informação mais importante do planejamento:

> Confirme sempre no site do Parque Nacional antes de viajar. Esta é uma costa de xisto instável, e trechos fecham depois de chuva forte com frequência. Um roteiro montado sobre uma trilha fechada é o erro mais comum da região.

Há também as trilhas altas, menos conhecidas e gratuitas: a que sobe de Manarola a Volastra, entre os terraços de vinha, e a Sentiero Rosso (AV5T), a alta rota que percorre a crista acima das cinco vilas.

Fora do óbvio

O mar

De junho a setembro, a melhor forma de ver as cinco vilas é do barco: as linhas costeiras param em quatro delas (Corniglia não tem porto) e a vista do mar é o que a paisagem foi feita para ser. Também há caiaque e stand-up paddle alugados nas vilas, e mergulho na área marinha protegida.

A comida que define a região

Ligúria é a terra do pesto genovês — manjericão, pinoli, alho, queijo e azeite, sem cozimento —, das anchovas de Monterosso e da focaccia. O vinho branco local é seco e mineral, e o Sciacchetrà é o vinho doce de uvas passas, raro e caro, feito nos terraços. Detalhes em onde comer em Cinque Terre.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Cinque Terre?

Uma trilha aberta entre duas vilas, o pôr do sol em Manarola e uma travessia de barco vendo a costa do mar. As cinco vilas em si se parecem mais entre si do que as fotos sugerem — o que muda a experiência é como você se desloca entre elas.

Precisa reservar alguma coisa?

A Via dell'Amore exige reserva de horário. As demais trilhas pagas exigem o Cinque Terre Card, comprado no dia. Hospedagem, com muita antecedência para junho a setembro.

Quantos dias para ver o essencial?

Um dia cheio cobre as cinco vilas de trem. Dois dias permitem duas trilhas, um barco e as vilas nas horas boas — que é quando elas valem a viagem. Veja o guia de Cinque Terre.