O que fazer em Montpellier: o guia completo

Montpellier tem uma geografia de camadas concêntricas: o Écusson, o centro medieval em formato de brasão; um anel de arquitetura clássica do século XVIII; e, mais além, bairros inteiros de arquitetura contemporânea construídos a partir dos anos 1980. A visita ideal atravessa as três — e a diferença entre elas é justamente o que torna a cidade interessante.

Principais atrações por região

Place de la Comédie e o Écusson

A Place de la Comédie, que os locais chamam de *l'Œuf* pelo formato oval do calçamento, é uma das maiores praças pedestres da Europa e o centro de gravidade da cidade. Nela estão a Ópera Comédie, de 1888, e a fonte das Três Graças. Dali parte o Écusson, o centro histórico: ruas medievais estreitas, palacetes do século XVII escondidos atrás de portões, praças pequenas com mesas na calçada.

Vale procurar as *hôtels particuliers* — as mansões dos comerciantes, com pátios internos e escadarias monumentais, várias abertas à visita em determinados dias.

Musée Fabre

Um dos melhores museus de belas-artes da França fora de Paris, com um acervo que vai dos primitivos flamengos a Courbet, Delacroix e uma sala inteira dedicada a Pierre Soulages, o pintor do preto, natural da região. É o principal argumento cultural da cidade.

Promenade du Peyrou, Arco do Triunfo e o aqueduto

A oeste do centro, uma esplanada do século XVII com um Arco do Triunfo dedicado a Luís XIV, um templete de água chamado Château d'Eau e a chegada do aqueduto de Saint-Clément, com suas arcadas duplas. É o mirante da cidade e o melhor pôr do sol.

Catedral Saint-Pierre e a Faculdade de Medicina

A catedral tem um pórtico único na França: dois pilares cilíndricos enormes sustentando um baldaquino, herança de sua origem como capela de mosteiro no século XIV. Ao lado fica a Faculdade de Medicina, em funcionamento desde 1220 — a mais antiga do mundo ainda em atividade —, com um museu de anatomia visitável.

Jardin des Plantes

Fundado em 1593, é o jardim botânico mais antigo da França, criado para o ensino de medicina. Entrada gratuita, sombra generosa e uma atmosfera de abandono elegante que é parte do charme.

Antigone e a arquitetura contemporânea

A leste do centro, o bairro Antigone é um exercício de neoclassicismo pós-moderno projetado por Ricardo Bofill nos anos 1980: praças monumentais, colunatas e proporções gregas em concreto pré-moldado. Divide opiniões e é visita obrigatória. Mais adiante, em Port Marianne, estão a prefeitura de Jean Nouvel e o Arbre Blanc, o prédio de sacadas ramificadas projetado por Sou Fujimoto e inaugurado em 2019 — o bar no topo é aberto ao público.

Fora do óbvio

Praias e arredores

O mar fica a cerca de dez quilômetros. Palavas-les-Flots e Carnon são as praias mais próximas, alcançáveis de bonde mais ônibus ou por uma ciclovia plana; La Grande-Motte, com sua arquitetura de pirâmides dos anos 1960, fica um pouco além. De trem, em menos de uma hora: Nîmes (arena romana), Sète (o porto e os canais), Aigues-Mortes (cidade murada na Camargue). E a menos de trinta minutos de carro, os vinhedos do Pic Saint-Loup.

A comida que define a cidade

Languedoc mediterrâneo: ostras e mexilhões da Étang de Thau, criados a poucos quilômetros e vendidos frescos nos mercados; tielle, a torta de polvo em molho de tomate picante originária de Sète; queijo de cabra pélardon; e os vinhos do Languedoc e do Pic Saint-Loup, que estão entre os melhores negócios da França. Detalhes em Onde comer em Montpellier.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Montpellier?

A Place de la Comédie, uma volta sem rumo pelo Écusson, o Musée Fabre e o pôr do sol no Peyrou. Se sobrar tempo, o contraste do Antigone.

Precisa reservar ingresso?

Não. A cidade não tem problema de fila.

Quantos dias para ver o essencial?

Dois. O terceiro na praia ou em Nîmes, Sète ou Aigues-Mortes. Veja o guia de Montpellier e o guia da França.