Onde comer em Montpellier: dos clássicos aos bairros locais
Montpellier come Mediterrâneo com sotaque do Languedoc, e tem uma vantagem geográfica difícil de superar: a Étang de Thau, a laguna a poucos quilômetros dali, é uma das maiores áreas de cultivo de ostras e mexilhões da França. Isso significa frutos do mar frescos e baratos, vendidos no balcão dos mercados cobertos. Some a isso uma população estudantil enorme, que mantém os preços baixos, e você tem uma das cidades francesas em que se come melhor gastando menos.
Pratos típicos a provar
- Ostras de Bouzigues — criadas na Étang de Thau, de sabor mais suave e carnudo que as do Atlântico. Comem-se cruas, com limão e um branco seco do Picpoul de Pinet — a combinação clássica da região.
- Moules e brasucade — mexilhões grelhados sobre sarmentos de videira, prato de festa de vilarejo do litoral.
- Tielle sétoise — torta redonda recheada de polvo em molho de tomate picante, criada pelos imigrantes italianos de Sète. Come-se fria ou morna, como lanche.
- Pélardon — queijo de cabra das Cevenas, pequeno e intenso.
- Petits pâtés de Pézenas — pastéis doces e salgados ao mesmo tempo, recheados com carneiro e açúcar, herança de um cozinheiro indiano trazido por Lord Clive no século XVIII.
- Grisettes de Montpellier — balinhas pretas de mel e alcaçuz, a lembrança doce da cidade.
- Vinhos: o Languedoc é a maior região vinícola da França em volume e a que oferece a melhor relação preço-qualidade. Procure Pic Saint-Loup (tintos estruturados), Terrasses du Larzac e Picpoul de Pinet (branco para ostras).
Onde comer por faixa
Econômico. As Halles Castellane e as Halles Laissac, os mercados cobertos, com balcões de ostras e vinho a preços que não existem em restaurante. As ruas do Écusson e os arredores da faculdade têm *formules* de almoço entre €12 e €18 — o efeito direto da população estudantil.
Médio. Bistrôs do Écusson e das praças do centro, com jantar entre €25 e €40 por pessoa. A cena de cozinha contemporânea cresceu muito na última década.
Especial. Montpellier tem casas estreladas e restaurantes de alto nível, além das mesas do litoral, em Sète e nos vilarejos da laguna. No almoço, os menus custam bem menos.
Bairros gastronômicos
- Écusson — a maior concentração de mesas; as praças pequenas (Saint-Ravy, Chapelle Neuve, Candolle) são melhores que a Place de la Comédie.
- Halles Castellane e Laissac — ostras, charcutaria e vinho no balcão. O melhor almoço barato da cidade.
- Saint-Roch e Boutonnet — bairros estudantis, preços baixos e cozinha do mundo.
- Antigone e Port Marianne — mais moderno, com terraços amplos; inclui o bar no topo do Arbre Blanc.
- Litoral — Palavas, Carnon e sobretudo os vilarejos da Étang de Thau, para comer ostras na origem.
Reservas e horários
> Montpellier janta tarde para os padrões franceses — o Mediterrâneo e a população jovem empurram o horário, e às 21h os restaurantes ainda estão enchendo. Reserve nos fins de semana e no verão. Os mercados cobertos funcionam de manhã e fecham no início da tarde; as ostras no balcão são um programa de manhã, não de noite. Serviço incluído por lei; *carafe d'eau* gratuita.
Perguntas frequentes
Qual o prato típico de Montpellier?
As ostras de Bouzigues com um Picpoul de Pinet. A tielle sétoise vem logo depois, embora seja de Sète.
Onde comer bem e barato?
Nas Halles Castellane ou Laissac, pela manhã, e nas *formules* de almoço dos bairros estudantis. É difícil gastar mais de €20 por pessoa comendo bem aqui.
Precisa reservar restaurante?
Nos fins de semana e no verão, sim. Fora disso, raramente. Veja também o que fazer em Montpellier, o roteiro em Montpellier e o guia da França.