Roteiro de 3 dias em Montpellier (dia a dia)
Montpellier se divide bem em três blocos: o centro medieval, a cidade contemporânea e o litoral. O primeiro se faz a pé, o segundo de bonde, o terceiro de bicicleta ou ônibus. Três dias cobrem os três com folga, e a cidade é compacta o bastante para que nada exija corrida.
Dia a dia
Dia 1 — Écusson e o centro histórico
Manhã. Comece nas Halles Castellane ou nas Halles Laissac: ostras da Étang de Thau e um copo de Picpoul no balcão, que é o café da manhã local dos que sabem. Depois, o Écusson sem roteiro — as ruas medievais, as praças pequenas, os pátios dos palacetes.
Meio-dia. Catedral Saint-Pierre, com o pórtico dos dois pilares, e a Faculdade de Medicina ao lado, em funcionamento desde 1220.
Tarde. Musée Fabre, que pede duas horas — acervo dos primitivos flamengos a Courbet e uma sala inteira de Soulages.
Fim de tarde. Promenade du Peyrou: o Arco do Triunfo, o Château d'Eau e as arcadas do aqueduto de Saint-Clément na melhor luz do dia.
Noite. Jantar numa das praças pequenas do Écusson, não na Place de la Comédie.
Dia 2 — Cidade contemporânea e jardins
Manhã. Jardin des Plantes, fundado em 1593 e o mais antigo da França, com entrada gratuita. Em seguida, o MO.CO ou a Panacée, se houver exposição.
Tarde. Bonde até Antigone, o bairro neoclássico pós-moderno de Ricardo Bofill, e siga até Port Marianne, com a prefeitura de Jean Nouvel e o Arbre Blanc, de Sou Fujimoto. O bar no topo do Arbre Blanc é aberto ao público e dá a melhor vista da cidade nova.
Noite. Jantar em Port Marianne ou volta ao Écusson.
Dia 3 — Mar ou bate-volta
Escolha um:
- Praia. Palavas-les-Flots ou Carnon, a cerca de dez quilômetros, de ônibus ou por uma ciclovia plana de uns quarenta minutos. La Grande-Motte, um pouco além, tem a arquitetura de pirâmides dos anos 1960, patrimônio do século XX.
- Sète, a cerca de 25 minutos de trem — o porto de pescadores com canais, o cemitério marinho e a melhor tielle da região.
- Nîmes, a cerca de 30 minutos de trem — a arena romana mais bem conservada do mundo e a Maison Carrée.
- Aigues-Mortes, na Camargue — a cidade murada do século XIII, com salinas cor-de-rosa ao redor.
- Pic Saint-Loup, de carro — os vinhedos e a montanha que domina o horizonte a norte da cidade.
Variações
- Dois dias: una os dias 1 e 2, cortando o MO.CO, e reserve o segundo dia para o mar ou para Nîmes.
- Com crianças: praia, Jardin des Plantes e o bonde — cujas carrocerias, coloridas e desenhadas por um estilista, viram passeio.
- Econômico: o Écusson, o Peyrou, o aqueduto, o Jardin des Plantes e as praias são gratuitos; o único ingresso realmente necessário é o do Musée Fabre.
- Chuva: Musée Fabre, MO.CO, mercados cobertos e o museu de anatomia da faculdade.
Logística
A cidade tem quatro linhas de bonde que cobrem tudo, incluindo Antigone, Port Marianne e a estação. Montpellier Saint-Roch, no centro, é a estação principal; a estação Sud de France, fora da cidade, recebe parte dos TGV e se liga ao centro por bonde. O aeroporto tem lançadeira. Detalhes em como se locomover em Montpellier.
> Confira em qual estação o seu TGV para. Montpellier tem duas: Saint-Roch, no centro, e Sud de France, a alguns quilômetros. Chegar na segunda achando que é a primeira custa meia hora e um bilhete de bonde.
Perguntas frequentes
Quantos dias bastam em Montpellier?
Dois para a cidade, três com mar ou bate-volta.
Dá para fazer em um fim de semana?
Dá com folga. É uma cidade compacta, sem filas e com bonde eficiente.
Qual a melhor ordem?
Mercado de manhã, centro histórico durante o dia, Peyrou no fim de tarde. Os bate-voltas ficam para depois, quando você já leu a cidade. Veja também onde comer em Montpellier, onde se hospedar e o guia da França.