Guia de Pádua: o que fazer, quando ir e quanto custa

Pádua fica a meia hora de trem de Veneza e é a cidade que resolve dois problemas de uma vez: tem uma obra de importância mundial que quase ninguém do circuito turístico visita, e custa uma fração do que custa dormir na laguna.

A obra é a Capela dos Scrovegni, com o ciclo de afrescos que Giotto pintou por volta de 1305 — o momento em que a pintura ocidental descobre volume, profundidade e emoção humana, e que separa o medieval do que viria a ser o Renascimento. A visita é rigorosamente controlada, com reserva obrigatória e tempo cronometrado dentro.

Além disso, Pádua tem a segunda universidade mais antiga da Itália (1222), onde Galileu lecionou por dezoito anos, uma das maiores praças da Europa, a basílica de Santo Antônio — sim, o Santo Antônio de Lisboa, que morreu aqui — e o jardim botânico universitário mais antigo do mundo ainda no local original.

Resumo rápido

Por onde começar

Para o contexto do país, veja o guia da Itália e as cidades fora do circuito.

Perguntas frequentes

Quantos dias em Pádua?

Um dia cheio cobre a Capela dos Scrovegni, a Basílica de Santo Antônio, o Palazzo della Ragione, o Prato della Valle e a universidade. Duas noites se você usar Pádua como base — e essa é a melhor razão para ficar mais.

Vale a pena dormir em Pádua em vez de Veneza?

Vale, se o orçamento for uma preocupação: a diária em Pádua custa aproximadamente metade da de Veneza, e são meia hora de trem entre as duas, com partidas a cada poucos minutos. O que você perde é Veneza às sete da manhã e às nove da noite, que é justamente quando ela é melhor. A solução de muitos viajantes é uma ou duas noites na ilha e o resto em Pádua.

Precisa reservar a Capela dos Scrovegni?

Sim, obrigatoriamente e com antecedência. A visita é em grupos pequenos, com passagem por uma sala de climatização antes de entrar — para estabilizar a umidade e a temperatura e proteger os afrescos — e tempo cronometrado dentro da capela. As vagas esgotam.