O que fazer em Catânia: o guia completo

Catânia se organiza em torno de dois eixos que se cruzam: a Via Etnea, a rua reta de três quilômetros que aponta diretamente para o vulcão, e a Via Vittorio Emanuele II, que a cruza na Piazza del Duomo. Quase tudo o que interessa está a poucos minutos desse cruzamento — o que faz da cidade um destino de dois dias a pé, com um terceiro reservado para o Etna.

Na cidade

Piazza del Duomo e o elefante

O centro cívico, cercado de fachadas barrocas em basalto preto e calcário branco. No meio dela está o Liotru, uma estátua de elefante em lava de origem provavelmente romana, com um obelisco egípcio nas costas, montada em 1736 pelo arquiteto Vaccarini. É o símbolo da cidade e o objeto de lendas locais — uma delas diz que ele protege Catânia das erupções.

A Catedral de Sant'Àgata guarda as relíquias da padroeira e o túmulo de Vincenzo Bellini, o compositor de ópera nascido aqui.

A Pescheria

O mercado de peixe, num pátio rebaixado logo atrás da Piazza del Duomo, funcionando desde o século XIX. É um dos mercados mais teatrais da Itália: peixeiros gritando em dialeto, atum inteiro sendo cortado na hora, ouriços abertos ali mesmo, água escorrendo pelo chão. Vai das primeiras horas da manhã até por volta do meio-dia, de segunda a sábado.

É também o melhor lugar para comer na cidade, com balcões que servem peixe cru e frito ao redor.

Via Etnea

A rua principal, retilínea, apontando para o vulcão — em dias claros, o Etna aparece no fim dela com neve no topo. Concentra o comércio, a Piazza Università, a Collegiata e o Giardino Bellini, o parque público do século XIX.

Teatro Romano e Anfiteatro

O teatro romano está literalmente sob as casas: escavado no século XIX, ele reaparece no meio de um quarteirão residencial, com casas construídas sobre as arquibancadas — é possível entrar em algumas delas. Ao lado, o odeon.

O anfiteatro romano, na Piazza Stesicoro, foi um dos maiores do império e hoje só se vê uma pequena parte, num buraco abaixo do nível da rua — o resto está sob a cidade.

Monastero dei Benedettini

Um dos maiores complexos monásticos da Europa, hoje sede do departamento de humanidades da universidade. Foi construído sobre lava, reconstruído depois do terremoto, e as escavações no interior mostram as camadas de lava de 1669 sob o piso. Tem visitas guiadas conduzidas por estudantes.

Castello Ursino

O castelo de Frederico II, do século XIII, que ficava à beira-mar até a erupção de 1669 cercá-lo de lava e afastá-lo do mar em cerca de um quilômetro. Hoje é museu cívico.

O Etna

O maior vulcão ativo da Europa, com cerca de 3.350 metros — altura que muda a cada erupção. É patrimônio da Unesco e entra em atividade várias vezes por ano, com fluxos de lava e colunas de cinza que fecham o aeroporto de Catânia ocasionalmente.

Como visitar:

Leve casaco, mesmo em agosto: a 2.500 metros a temperatura cai muito e venta.

Fora do óbvio

A comida que define a cidade

Pasta alla Norma — massa com berinjela frita, tomate, manjericão e ricota salgada — nasceu aqui e leva o nome da ópera de Bellini. Some os arancini (aqui masculinos e cônicos, em oposição às *arancine* de Palermo), a granita com brioche e o peixe da Pescheria. Detalhes em onde comer em Catânia.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Catânia?

A Pescheria de manhã, a Piazza del Duomo com o elefante de lava, o teatro romano encaixado entre as casas e um dia no Etna.

Precisa reservar alguma coisa?

As excursões guiadas ao Etna, sim, com antecedência em alta temporada. As atrações da cidade se resolvem na hora.

Quantos dias para ver o essencial?

Dois na cidade e um no Etna. Com mais dias, Catânia vira base para Taormina, Siracusa e Noto. Veja o guia de Catânia.