Roteiro de 3 dias em Catânia (dia a dia)

Catânia é compacta e o essencial se resolve a pé, em torno do cruzamento da Via Etnea com a Via Vittorio Emanuele. O que exige planejamento é o Etna, que consome um dia inteiro e depende de condições — e a Pescheria, que só funciona de manhã. Este roteiro organiza os dias em torno dessas duas restrições.

Dia 1 — A cidade barroca

Manhã cedo. A Pescheria, o mercado de peixe atrás da Piazza del Duomo. Vai das primeiras horas até por volta do meio-dia, de segunda a sábado, e é um espetáculo — peixeiros gritando em dialeto, atum sendo cortado inteiro, ouriços abertos na hora. Coma ali mesmo, nos balcões ao redor.

Meio da manhã. Piazza del Duomo, com o Liotru, o elefante de lava com obelisco egípcio nas costas, e a Catedral de Sant'Àgata, com o túmulo de Bellini.

Tarde. O Teatro Romano, encaixado entre as casas de um quarteirão residencial — é possível entrar em algumas delas e ver as arquibancadas sob as paredes. Depois, o Monastero dei Benedettini, um dos maiores complexos monásticos da Europa, hoje sede da universidade, com visitas guiadas conduzidas por estudantes e as camadas de lava de 1669 visíveis no subsolo.

Fim de tarde. Suba a Via Etnea até o Giardino Bellini, com o vulcão no fim da rua.

Noite. Jantar na Via Santa Filomena e uma volta pela vida noturna universitária.

Dia 2 — O Etna

Dia inteiro. Ônibus (AST) da estação central de Catânia até o Rifugio Sapienza, a 1.900 metros, no versante sul. A viagem leva cerca de duas horas.

As opções, do mais simples ao mais completo:

Leve casaco, mesmo em agosto: a 2.500 metros venta e a temperatura cai muito. Confirme a atividade vulcânica antes: excursões são canceladas em períodos de atividade intensa.

Alternativa mais tranquila: a Ferrovia Circumetnea, o trem regional que contorna o vulcão em quase quatro horas, atravessando vinhedos, campos de lava e vilarejos. Barato e um dos passeios mais bonitos da Sicília — combina bem com uma parada em Randazzo.

Dia 3 — A escolha

Opção A: Siracusa e Ortigia

Uma hora e meia de trem ou ônibus. O Parque Arqueológico da Neápolis, com o teatro grego e a Orelha de Dionísio, e a ilha de Ortigia, o centro histórico, com o Duomo construído dentro de um templo grego a Atena — as colunas dóricas continuam embutidas nas paredes. É um dos melhores dias da Sicília.

Opção B: Taormina

Uma hora de trem. O teatro grego de frente para o Etna e o mar, uma das vistas mais reproduzidas do Mediterrâneo, e a vila medieval no alto do penhasco. Lota entre 11h e 17h.

Opção C: Noto e o barroco do Val di Noto

Uma hora e meia. A cidade inteira reconstruída em pedra dourada depois do terremoto de 1693, e o ápice do barroco siciliano.

Opção D: a Riviera dei Ciclopi

Vinte minutos de ônibus. Aci Trezza, com os *faraglioni* que a Odisseia diz terem sido atirados por Polifemo contra Ulisses, e Aci Castello, com o castelo normando sobre um rochedo de lava. É o dia mais curto e o mais barato.

Variações

Logística

A cidade se faz a pé. Há um metrô de linha única e uma boa rede de ônibus. O aeroporto Fontanarossa fica a poucos quilômetros do centro, com ônibus direto. A estação central serve Siracusa, Taormina e Messina.

Detalhes em como se locomover em Catânia e a escolha do bairro em onde se hospedar. Para o país, o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias bastam em Catânia?

Dois na cidade e um no Etna. Cinco ou mais se você usar Catânia como base para a Sicília oriental, que é o melhor uso dela.

Dá para subir ao Etna sem guia?

Até as crateras Silvestri, junto ao Rifugio Sapienza, sim — a pé e de graça. Acima do teleférico, e sobretudo perto das crateras do topo, guia autorizado é obrigatório.

Qual a melhor ordem?

Pescheria logo na primeira manhã, porque ela fecha ao meio-dia; Etna no segundo dia, com o tempo verificado; e o bate-volta no terceiro.