O que fazer em Cagliari: o guia completo

Cagliari é construída sobre colinas de calcário branco olhando para um golfo, e se organiza em bairros históricos empilhados: o Castello no alto, fortificado pelos pisanos no século XIII; Stampace, Marina e Villanova descendo em direção ao porto e à cidade moderna. A visita é uma subida e uma descida, com o museu principal no ponto mais alto.

Fora da cidade, o programa é o mar e o interior — e a Sardenha tem uma coisa que nenhuma outra região italiana tem: a civilização nurágica.

O Castello

O bairro fortificado no alto, cercado por muralhas pisanas, com duas torres de calcário branco que são o símbolo da cidade: a Torre dell'Elefante e a Torre di San Pancrazio, ambas do início do século XIV e ambas escaláveis. São torres abertas de um lado — o lado voltado para dentro da cidade não tem parede, para que não pudessem ser usadas contra a própria Cagliari se tomadas.

Dentro do bairro:

Museu Arqueológico Nacional

Na Cittadella dei Musei, e é a razão principal para visitar Cagliari. Guarda a maior coleção do mundo de artefatos da civilização nurágica — a cultura que ocupou a Sardenha do segundo milênio a.C. até a chegada dos romanos, e que construiu mais de sete mil torres de pedra seca sem argamassa pela ilha.

O acervo tem os bronzetti, estatuetas de bronze de guerreiros, arqueiros, chefes e barcos votivos, com uma expressividade que não se parece com nada do Mediterrâneo antigo. E tem os Gigantes de Monte Prama: cerca de trinta estátuas de calcário em tamanho maior que o natural — arqueiros, guerreiros e lutadores com olhos em forma de disco duplo —, encontradas quebradas em 1974 e remontadas ao longo de décadas. São as estátuas monumentais mais antigas do Mediterrâneo ocidental, anteriores aos kouroi gregos, e praticamente ninguém fora da Itália sabe que elas existem.

O anfiteatro romano e a Cagliari antiga

O anfiteatro romano do século II, escavado diretamente na rocha da colina — não construído sobre ela. A Villa di Tigellio, casas romanas com mosaicos, e a Grotta della Vipera, um túmulo romano escavado na rocha com uma inscrição em latim e grego que um marido dedicou à esposa.

O mar e as lagunas

Poetto

A praia urbana, com oito quilômetros de areia clara ao longo do golfo, alcançável por ônibus urbano em quinze minutos do centro. Tem quiosques, esportes e o Sella del Diavolo, o promontório na ponta, com uma trilha até o alto e a vista do golfo inteiro.

Os flamingos

Cagliari tem uma população residente de flamingos rosados nas lagunas de Molentargius e Santa Gilla, dentro da área urbana. Não é sazonal — eles nidificam ali. O Parco di Molentargius fica entre a cidade e o Poetto, e a poucos metros da avenida se veem centenas deles. É a única capital europeia com essa característica.

Fora do óbvio

A comida que define a cidade

A cozinha sarda é a mais distinta da Itália, com uma tradição pastoril de interior e uma marítima de litoral que quase não se misturam: culurgiones (a massa recheada de batata e hortelã, fechada em forma de espiga), fregola (a sêmola em bolinhas tostadas), porceddu (leitão assado no espeto), pane carasau (o pão fino como papel) e o pecorino sardo. Detalhes em onde comer em Cagliari.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Cagliari?

O Museu Arqueológico com os Gigantes de Monte Prama e os bronzetti, o Bastione di Saint Remy com a vista do golfo, e um fim de tarde no Poetto. Se houver um terceiro dia, Su Nuraxi de Barumini.

Precisa reservar alguma coisa?

Não, com exceção de excursões a Barumini em alta temporada. As atrações da cidade se resolvem na hora.

Quantos dias para ver o essencial?

Dois dias cobrem a cidade e a praia. O terceiro e o quarto abrem o sul da ilha. Veja o guia de Cagliari.