Guia de Cagliari: o que fazer, quando ir e quanto custa

Cagliari é a capital da Sardenha e a porta de entrada para uma ilha que os próprios italianos tratam como um caso à parte. A Sardenha tem língua própria — o sardo, uma língua românica, não um dialeto do italiano —, uma civilização pré-histórica que não existe em nenhum outro lugar do mundo (os nuraghes, torres de pedra seca do segundo milênio a.C., com mais de sete mil espalhados pela ilha) e uma identidade construída em três mil anos de dominações sucessivas — fenícia, cartaginesa, romana, bizantina, pisana, aragonesa e espanhola.

A cidade em si é vertical: um bairro fortificado de calcário branco (o Castello) no alto de uma colina, com a cidade descendo até o porto e uma praia urbana de oito quilômetros a poucos minutos do centro. É barata, ensolarada e quase desconhecida dos brasileiros.

Resumo rápido

Por onde começar

Para o contexto do país, veja o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias em Cagliari?

Dois dias cobrem a cidade — o Castello, o Museu Arqueológico, o anfiteatro romano — e a praia do Poetto. Com três ou quatro, Cagliari vira base para o sul da Sardenha: as ruínas fenícias de Nora, a praia de Chia, as dunas de Piscinas e os nuraghes do interior.

Cagliari é cara?

Não. A capital sarda é uma das cidades mais baratas da Itália em hospedagem e comida — o que contrasta fortemente com a Costa Smeralda, no nordeste da ilha, que é um dos destinos mais caros do Mediterrâneo. As duas Sardenhas praticamente não se comunicam em preço.

Vale a pena ir à Sardenha sem carro?

Cagliari, sim: a cidade é caminhável e a praia do Poetto se alcança de ônibus urbano. Mas a Sardenha fora das cidades é uma ilha grande com transporte público esparso — para conhecer a ilha, o carro é praticamente obrigatório.