O que fazer em Amalfi: o guia completo

A lógica de visita da Costa Amalfitana é diferente de qualquer cidade italiana: aqui você não escolhe atrações, escolhe como se deslocar. A costa é uma fita de sessenta quilômetros com uma estrada de mão dupla estreita e sinuosa, e o tempo entre dois pontos varia enormemente conforme o trânsito e o meio. A regra que resolve: use o barco sempre que ele existir, e o ônibus só para o que fica no alto.

Principais atrações por trecho

Amalfi

O Duomo de Santo André, no alto de uma escadaria de sessenta e dois degraus, é desproporcional ao tamanho da cidade e conta a história dela: fachada listrada em estilo árabe-normando, um campanário do século XII e o Claustro do Paraíso, com colunas entrelaçadas de influência moura. Na cripta estão as relíquias do apóstolo André, trazidas de Constantinopla em 1206.

O Museu do Papel (Museo della Carta) ocupa um moinho do século XIII e mostra a fabricação de papel à mão que fez a fortuna da cidade — a *carta bambagina* amalfitana era exportada para toda a Europa. A visita é curta e o moinho ainda funciona.

Subindo pelo desfiladeiro atrás da cidade está o Valle delle Ferriere, o Vale dos Moinhos: uma caminhada por ruínas de moinhos de papel tomadas pela vegetação, com cachoeiras e uma reserva natural com samambaias gigantes que sobreviveram desde a era glacial. Gratuito, sombreado e a poucos minutos do centro — é a melhor coisa a fazer em Amalfi num dia quente.

Atrani

A duas curvas de Amalfi, alcançável por uma caminhada de dez minutos à beira-mar: o menor município do sul da Itália, com mil habitantes, uma praça que dá diretamente na praia e nenhuma loja de suvenir. É como Amalfi era antes do turismo, e fica ao lado.

Ravello

Trezentos e cinquenta metros acima do mar, alcançada por ônibus ou por uma escadaria longa. Tem os dois jardins mais bonitos da costa: a Villa Rufolo, que inspirou Wagner a escrever o jardim mágico de *Parsifal*, e a Villa Cimbrone, com o Terraço do Infinito, uma balaustrada de bustos de mármore suspensa sobre o golfo — a fotografia mais reproduzida da região.

Ravello é também cidade de música: o Festival de Ravello, no verão, faz concertos num palco montado sobre o penhasco, com a orquestra de costas para o mar.

Positano

A vila vertical de casas cor de pêssego descendo até a praia. Não há muito a "visitar" — a igreja de Santa Maria Assunta, com a cúpula de majólica e um ícone bizantino, e só. Positano é para percorrer: escadarias, becos, lojas de sandália feita na hora e a Spiaggia Grande, com guarda-sóis pagos e uma faixa livre.

Um aviso prático: Positano é toda em degraus, do alto ao mar, e sem exceção. Malas grandes, carrinho de bebê e joelho ruim são um problema real aqui.

Trilhas

Fora do óbvio

A comida que define a costa

O limão sfusato amalfitano, grande, de casca grossa e perfumada, está em tudo: no *limoncello*, na *delizia al limone*, na massa com molho de limão. Some o peixe do dia e a mozzarella de búfala da planície ao lado. Detalhes em onde comer em Amalfi.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar na Costa Amalfitana?

Ravello com a Villa Cimbrone, Positano de barco (a chegada pelo mar é a melhor vista dela), o Duomo de Amalfi e uma caminhada — o Caminho dos Deuses, se houver disposição, ou o Valle delle Ferriere, se não.

Precisa reservar alguma coisa?

Hospedagem, com muita antecedência para junho a setembro. As atrações não exigem reserva, com exceção dos concertos do Festival de Ravello. Restaurantes com vista pedem reserva no verão.

Quantos dias para ver o essencial?

Dois dias cheios cobrem Amalfi, Atrani, Ravello e Positano. Um terceiro dia permite uma trilha ou uma praia sem correria. Veja o guia de Amalfi.