Roteiro de 3 dias em Amalfi (dia a dia)

Na Costa Amalfitana, o roteiro é uma questão de transporte antes de ser uma questão de atrações. A costa tem sessenta quilômetros e uma única estrada, estreita e sinuosa, onde um ônibus leva quarenta minutos para fazer o que o barco faz em vinte — com uma vista incomparavelmente melhor. O princípio deste roteiro: barco para o que é à beira-mar, ônibus só para o que fica no alto.

Ele pressupõe base em Amalfi ou Atrani, que é a posição mais central e a mais barata entre as boas.

Dia 1 — Amalfi, Atrani e o Vale dos Moinhos

Manhã. Duomo de Santo André, com o Claustro do Paraíso, e o Museu do Papel num moinho do século XIII.

Tarde. Suba o Valle delle Ferriere, o desfiladeiro atrás da cidade: moinhos em ruínas tomados pela vegetação, cachoeiras e uma reserva com samambaias que sobrevivem desde a era glacial. É sombreado, gratuito e a melhor coisa a fazer num dia quente.

Fim de tarde. Caminhe os dez minutos à beira-mar até Atrani, o menor município do sul da Itália, e jante lá — mais barato e mais bonito que a praça de Amalfi.

Dia 2 — Positano de barco

Manhã. Pegue o barco para Positano. A chegada pelo mar, com a vila descendo o penhasco em degraus cor de pêssego, é a melhor vista que a costa oferece — e ela não existe para quem chega de ônibus.

Dia. Positano se percorre a pé, e a pé quer dizer escadaria: do alto até a Spiaggia Grande são centenas de degraus. A igreja de Santa Maria Assunta, com a cúpula de majólica, e depois as vielas, as lojas de sandália feita na hora e a praia.

Tarde. Volte de barco no fim do dia, quando a luz bate de lado na costa inteira.

Dia 3 — Ravello no alto

Manhã. Ônibus (ou 1.500 degraus a partir de Atrani, se você estiver disposto) até Ravello, 350 metros acima do mar. A Villa Rufolo, cujo jardim inspirou Wagner, e a Villa Cimbrone, com o Terraço do Infinito — a balaustrada de bustos suspensa sobre o golfo.

Tarde. Desça e escolha: uma praia em Minori ou Maiori, a leste, que são maiores e mais baratas, ou a Grotta dello Smeraldo, em Conca dei Marini.

Noite. No verão, os concertos do Festival de Ravello, num palco montado sobre o penhasco.

Variações

Logística

Barco: as linhas ligam Salerno, Amalfi, Positano, Sorrento e Cápri, de abril a outubro, e são canceladas com mar agitado. Compre no cais no mesmo dia.

Ônibus SITA: cobre a costa inteira o ano todo e é a única opção fora da temporada de barcos. Lota — em julho e agosto é comum ficar de fora de dois ônibus seguidos. Embarque no ponto de origem, não no meio do trajeto.

Carro: desaconselhado. A estrada é estreita, o estacionamento é escasso e caríssimo, e em alta temporada há restrição de circulação por placa par e ímpar em alguns trechos. Detalhes em como se locomover em Amalfi e em onde se hospedar. Para o país, o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias bastam na Costa Amalfitana?

Três noites. Duas funcionam se você abrir mão de trilha ou praia. Um bate-volta mostra a costa e não deixa tempo para nada além de fotografar.

Dá para fazer a costa em um dia?

Dá para ver Positano e Amalfi num dia, de barco, saindo de Sorrento ou Nápoles. De ônibus, não vale — a estrada consome o dia.

Qual a melhor ordem?

Amalfi e Atrani primeiro, para se situar; Positano no segundo dia, de barco; Ravello no terceiro, quando você já entendeu a geografia da costa e a vista do alto faz sentido.