O que fazer em Saint-Tropez: o guia completo

Saint-Tropez é uma vila de cerca de cinco mil habitantes numa península. A parte antiga se percorre em duas horas; o resto do que vale a pena está espalhado pela península — as praias de Pampelonne, os vilarejos das colinas e uma trilha costeira que quase ninguém percorre. A lógica de visita é essa: vila de manhã cedo, península o resto do tempo.

Principais atrações

Vieux Port e La Ponche

O porto com as fachadas ocres, os iates de um lado e os pintores de cavalete do outro. Atrás dele está La Ponche, o antigo bairro dos pescadores: ruas estreitas, casas coloridas e uma praia minúscula. É a parte que sobrou da vila anterior a 1956 e a mais bonita.

Citadelle

A fortaleza do fim do século XVI, no alto da colina, com muralhas em estrela e um donjon hexagonal. Abriga o Musée d'Histoire Maritime, que conta a história das navegações e da vila. A vista do terraço cobre o golfo inteiro e é a melhor da região — e nos jardins vivem pavões soltos.

Musée de l'Annonciade

O motivo cultural para vir. Instalado numa capela do século XVI dessacralizada, reúne uma coleção notável de pintura do fim do século XIX e começo do XX: Signac, que se instalou aqui em 1892 e atraiu os outros, além de Matisse, Bonnard, Derain, Vlaminck, Braque. É o museu que explica por que Saint-Tropez virou o que virou — antes de Bardot.

Place des Lices

A praça sob os plátanos, com jogadores de petanca e cafés históricos. O mercado funciona às terças e sábados pela manhã e é um dos melhores da Provença litorânea: azeite, queijo, tecidos, brocante. É o único momento em que a vila parece pertencer a quem mora nela.

Praias de Pampelonne

Cinco quilômetros de areia na comuna vizinha de Ramatuelle, com os clubes de praia que fizeram a fama do lugar. Um plano ambiental reduziu e regulamentou as construções na areia nos últimos anos, e hoje há trechos públicos e gratuitos intercalados com as concessões pagas. As espreguiçadeiras dos clubes custam caro; a água é a mesma cem metros adiante.

Sentier du Littoral

A trilha costeira que contorna a península, aberta e gratuita: sai da vila, passa pelas enseadas, contorna o Cap Camarat com seu farol e chega a Pampelonne. São cerca de doze quilômetros no percurso completo, mas dá para fazer trechos curtos. É o melhor programa de Saint-Tropez e o mais ignorado — leve água, chapéu e calçado firme.

Fora do óbvio

A comida que define a cidade

A tarte tropézienne — um brioche recheado com dois cremes, criado em 1955 por um confeiteiro de origem polonesa instalado na vila e batizado, diz a tradição, por Brigitte Bardot durante as filmagens. Fora dela, é a cozinha provençal do litoral: peixe grelhado, legumes, azeite, e o rosé dos Côtes de Provence, produzido nas colinas ao redor. Detalhes em Onde comer em Saint-Tropez.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Saint-Tropez?

O Musée de l'Annonciade, a vista da cidadela e um trecho do Sentier du Littoral. Se der, o mercado da Place des Lices numa terça ou num sábado.

Precisa reservar?

Restaurantes bons e clubes de praia em julho e agosto, sim, com antecedência. Museus, não.

Quantos dias para ver o essencial?

Um dia para a vila, dois com praia e vilarejos. Veja o guia de Saint-Tropez e o guia da França.