Roteiro de 2 dias em Saint-Tropez (dia a dia)
Saint-Tropez é uma vila pequena numa península grande, e o roteiro certo reflete isso: meio dia basta para a vila, e o resto do tempo rende muito mais nas praias, nos vilarejos das colinas e na trilha costeira que contorna a península. Dois dias cobrem tudo com folga — e a decisão mais importante do roteiro é como chegar.
Dia a dia
Dia 1 — A vila
Manhã cedo. Chegue de barco, se possível, e comece pelo Vieux Port antes das dez, quando ele ainda está calmo. Siga para La Ponche, o antigo bairro dos pescadores, com ruas estreitas e a praia minúscula.
Meio da manhã. Musée de l'Annonciade, na capela dessacralizada junto ao porto: Signac, Matisse, Bonnard, Derain. É o melhor museu da região e leva uma hora e meia.
Meio-dia. Place des Lices. Se for terça ou sábado, o mercado ocupa a praça inteira e resolve o almoço. Nos outros dias, um bistrô das ruas de trás.
Tarde. Suba à Citadelle: as muralhas em estrela do século XVI, o museu marítimo e o terraço com a melhor vista do golfo. Há pavões soltos nos jardins.
Fim de tarde. Um trecho do Sentier du Littoral, a trilha costeira que sai da vila — mesmo uma hora de caminhada já entrega enseadas que ninguém vê.
Noite. Jantar em La Ponche ou nas ruas atrás da Place des Lices, não na primeira fileira do porto.
Dia 2 — Península
Escolha conforme o perfil:
- Praias de Pampelonne. Cinco quilômetros de areia em Ramatuelle, com clubes de praia e trechos públicos gratuitos entre eles. A água é a mesma nos dois.
- Sentier du Littoral completo. Da vila até Pampelonne contornando o Cap Camarat e seu farol: cerca de doze quilômetros de trilha à beira-mar, gratuita, sem sombra. Um dos melhores percursos costeiros da França.
- Vilarejos das colinas. Gassin, na lista dos vilarejos mais bonitos da França, e Ramatuelle, os dois com vista para o golfo e restaurantes por metade do preço da vila.
- Port Grimaud e Grimaud. A cidade lacustre dos anos 1960, com canais e casas com atracadouro, e o vilarejo medieval acima dela, com ruínas de castelo.
- Vinícolas. Os domínios de Côtes de Provence ao redor da península recebem para degustação de rosé.
Variações
- Um dia só: vila de manhã (porto, museu, cidadela), Place des Lices no almoço, trecho de trilha à tarde.
- Em setembro: as Voiles de Saint-Tropez, a regata de veleiros clássicos, tomam o porto no fim do mês. É a melhor época do ano para estar aqui.
- Com crianças: Port Grimaud de barco e a praia de Pampelonne nos trechos públicos.
- Econômico: o porto, La Ponche, a trilha costeira, as praias públicas e os vilarejos são gratuitos; o único ingresso que vale é o do museu.
Logística
Saint-Tropez não tem estação de trem. As opções: barco desde Sainte-Maxime (cerca de 20 minutos) ou Saint-Raphaël (cerca de 1h); ônibus desde Saint-Raphaël (cerca de 1h15 fora de temporada); ou carro. No verão, a estrada única de acesso à península fica congestionada por horas — e o estacionamento na vila é caro e disputado. Detalhes em como se locomover em Saint-Tropez.
> Chegue de barco. Não é uma preferência estética: é a diferença entre 20 minutos de travessia e duas horas parado numa estrada de mão única em julho. As lançadeiras de Sainte-Maxime e Saint-Raphaël operam com frequência alta na temporada.
Perguntas frequentes
Quantos dias bastam em Saint-Tropez?
Um dia para a vila; dois se você quiser praia, trilha ou os vilarejos. É uma vila de cinco mil habitantes, não uma cidade.
Dá para fazer bate-volta desde Nice ou Cannes?
Dá, com esforço: são cerca de 2h de carro ou uma combinação de trem até Saint-Raphaël mais barco. Fora de temporada funciona; em agosto, o trajeto come o dia.
Qual a melhor ordem?
Vila de manhã cedo, quando ela está vazia; península à tarde. E, se puder escolher o dia, escolha uma terça ou um sábado, por causa do mercado. Veja também onde comer em Saint-Tropez, onde se hospedar e o guia da França.