Roteiro de 4 dias em Paris (dia a dia)

A lógica deste roteiro é simples: um setor da cidade por dia, tudo a pé dentro do setor e metrô só para pular de um para outro. Paris é compacta, mas cinco quilômetros com desnível no fim da tarde acabam com qualquer disposição. Os dias também levam em conta os fechamentos que mais atrapalham — o Louvre fecha terça, Orsay fecha segunda —, então adapte a ordem ao dia da semana em que você chegar.

Dia a dia

Dia 1 — Louvre, Tuileries e Ópera

Manhã. Louvre, com reserva de horário marcada para a abertura. Escolha duas alas: antiguidades e pintura italiana, ou escultura francesa e apartamentos de Napoleão III. Três horas é o limite de atenção da maioria.

Tarde. Saia pelos Jardin des Tuileries, almoce por ali, siga a pé até a Place Vendôme e o Palais-Royal — as colunas de Buren no pátio são gratuitas e quase sempre vazias.

Noite. Palais Garnier por fora (ou visita autoguiada, se ainda houver horário) e jantar na região da Rue Montorgueil.

Dia 2 — Île de la Cité, Marais e Latin

Manhã. Sainte-Chapelle logo na abertura, com sol se possível, e em seguida a Catedral de Notre-Dame — a nave é gratuita mas exige reserva de horário; as torres são pagas e vendidas só online.

Tarde. Atravesse para o Marais: Place des Vosges, Rue des Rosiers, Museu Picasso ou Museu Carnavalet (o museu da história de Paris, com entrada gratuita no acervo permanente).

Noite. Jantar no Marais ou na Rue de Bretagne, e um fim de noite pela Île Saint-Louis.

Dia 3 — Orsay, Saint-Germain e Torre Eiffel

Manhã. Musée d'Orsay na abertura. É o museu que mais gente sai dizendo que preferiu.

Tarde. Jardins de Luxemburgo com uma cadeira verde e nenhuma pressa, depois Saint-Germain-des-Prés a pé — a igreja, as livrarias, os cafés históricos (que você pode ver sem consumir, os preços de terrasse ali são um capítulo à parte).

Noite. Torre Eiffel no fim do dia. Se não for subir, o Trocadéro ou o Champ de Mars dão a melhor vista, e a torre cintila cinco minutos a cada hora cheia depois do anoitecer.

Dia 4 — Montmartre e leste

Manhã. Montmartre: suba pelo funicular ou pelas escadarias, visite o Sacré-Cœur (gratuito), e ande pela Rue Lepic e pela Rue des Abbesses. Fuja da Place du Tertre no pico do dia.

Tarde. Metrô até o Père-Lachaise ou até o Canal Saint-Martin, conforme a energia. O canal é melhor no fim de tarde.

Noite. Jantar no 11º arrondissement, em torno de Oberkampf ou da Rue de Charonne — a área com a melhor bistronomia da cidade. Reserve.

Variações

Logística

Tudo dentro de cada dia é caminhável. Entre setores, use o metrô: nenhum trecho deste roteiro leva mais de 25 minutos. Compre o crédito de transporte já na chegada — o bilhete de papel deixou de ser vendido no fim de 2025 e tudo passa por cartão Navigo Easy ou aplicativo. Detalhes em como se locomover em Paris.

> A ordem dos dias importa mais que o conteúdo: o Louvre fecha às terças e o Orsay às segundas. Se você chega numa segunda, comece pelo dia 1; se chega numa terça, comece pelo dia 3.

Perguntas frequentes

Quantos dias bastam em Paris?

Quatro, para o essencial. Cinco a seis se quiser incluir Versalhes e ter uma tarde sem plano — que costuma virar a melhor lembrança da viagem.

Dá para fazer em um fim de semana?

Dá para ter um bom fim de semana, não para "ver Paris". Em dois dias, escolha um museu grande, a Île de la Cité e um bairro para caminhar. Tentar mais que isso vira fila e metrô.

Qual a melhor ordem?

A deste roteiro funciona para quem chega numa quarta ou quinta. Chegando em outro dia, gire a ordem em função dos fechamentos. Veja também o que fazer em Paris, onde comer, onde se hospedar e o guia da França.