Guia de Lille: o que fazer, quando ir e quanto custa

Lille é a França que fala flamengo com sotaque. Capital do Norte, esteve sob domínio flamengo, borgonhês e espanhol antes de virar francesa em 1667, e a arquitetura conta essa história: fachadas de tijolo com frontões trabalhados, praças que parecem belgas, e uma cultura de cerveja e de taverna — o *estaminet* — que não existe em nenhuma outra região do país. Fica a 1h de TGV de Paris, 35 minutos de Bruxelas e cerca de 1h20 de Londres, o que faz dela o cruzamento ferroviário do noroeste europeu. É também uma cidade universitária jovem, barata e com o segundo maior museu de belas-artes da França.

Resumo rápido

Por onde começar

Para o contexto do país, veja o guia da França.

Perguntas frequentes

Quantos dias em Lille?

Dois dias cobrem o centro histórico, o Palais des Beaux-Arts e a cidadela. O terceiro rende em Roubaix, com o museu instalado numa piscina Art Déco, ou em Arras, com suas praças barrocas flamengas.

Lille é francesa ou flamenga?

As duas coisas. É francesa desde 1667, mas a arquitetura, a cozinha, a cerveja e até o nome de vários pratos vêm da Flandres. O flamengo ocidental ainda é falado por alguns nas aldeias do interior.

Vale a pena como escala entre Paris, Bruxelas e Londres?

Vale muito. Está a 1h de Paris, 35 minutos de Bruxelas e cerca de 1h20 de Londres, e custa bem menos que qualquer uma das três. Uma noite aqui no meio de um roteiro europeu é um bom negócio.

Lille é cara?

Não. É uma das cidades grandes mais baratas da França, com hospedagem, cerveja e restaurantes bem abaixo da média nacional.