O que fazer em Lille: o guia completo

Lille tem um centro histórico compacto, concentrado em torno de duas praças, e um conjunto de museus espalhados pela área metropolitana que estão entre os melhores da França — inclusive um instalado numa piscina Art Déco. A lógica de visita é: um dia a pé pelo centro, um dia de metrô pelos museus. Tudo é próximo e o transporte é eficiente.

Principais atrações por região

Grand'Place e a Vieille Bourse

A praça central, oficialmente Place du Général-de-Gaulle, é o cartão-postal da cidade: fachadas flamengas de tijolo e pedra, a coluna da Deusa no meio e cafés em volta. Ao lado está a Vieille Bourse, de 1653, a antiga bolsa de comércio — vinte e quatro casas idênticas em torno de um pátio, no maneirismo flamengo mais exuberante que existe na França. O pátio é gratuito e funciona como feira de livros usados, com mesas de xadrez e, no verão, aulas de dança de salão à tarde. É a coisa mais característica da cidade.

Ao lado, a Place du Théâtre, com a Ópera e o campanário neoflamengo da Câmara de Comércio.

Vieux-Lille

O bairro antigo, a norte da Grand'Place: ruas estreitas de tijolo, fachadas dos séculos XVII e XVIII, lojas independentes e restaurantes. É o trecho mais bonito da cidade e o melhor para andar sem roteiro. Ali fica a Cathédrale Notre-Dame-de-la-Treille, um caso curioso: a construção começou em 1854 e a fachada só foi concluída em 2000, com uma lâmina de mármore translúcido que, vista de dentro, se acende como um vitral gigante.

Palais des Beaux-Arts

O segundo maior museu de belas-artes da França, atrás apenas do Louvre. Acervo do século XV ao XIX — Rubens, Van Dyck, Goya, Delacroix, Courbet —, uma coleção notável de desenhos e, no subsolo, os planos-relevo: maquetes militares monumentais de cidades fortificadas, encomendadas por Luís XIV, que são fascinantes por si sós.

La Piscine, em Roubaix

O museu mais original da França. Instalado numa piscina pública Art Déco de 1932, mantém o tanque central com a água e as cabines, e distribui esculturas ao redor dele e pinturas nas antigas cabines de banho. A luz que entra pelo vitral em leque na ponta do tanque, ao meio-dia, é um espetáculo. Fica em Roubaix, a cerca de 20 minutos de metrô.

Citadelle de Vauban

A fortaleza em estrela construída por Vauban a partir de 1667, logo depois da conquista francesa, considerada a obra-prima do engenheiro militar. Ainda é uma instalação militar ativa, com visitas guiadas em horários específicos, mas o parque ao redor é aberto e gratuito — é o pulmão da cidade.

Fora do óbvio

O que fica ao redor

A comida que define a cidade

Cozinha do Norte, com manteiga, cerveja e queijo forte: carbonade flamande (carne cozida na cerveja escura com pão de especiarias e mostarda), potjevleesch (terrina fria de quatro carnes brancas em geleia), welsh (cheddar derretido na cerveja sobre pão, coberto de ovo — pesado e viciante), moules-frites e o maroilles, um queijo de casca lavada de cheiro impressionante. De doce, a gaufre recheada de creme de baunilha. E cerveja: o Norte tem dezenas de cervejarias artesanais. Detalhes em Onde comer em Lille.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Lille?

O pátio da Vieille Bourse, uma volta pelo Vieux-Lille, o Palais des Beaux-Arts e La Piscine, em Roubaix.

Precisa reservar ingresso?

Não. A cidade não tem problema de fila, exceto durante a Braderie.

Quantos dias para ver o essencial?

Dois. O terceiro em Arras, Lens ou na Bélgica. Veja o guia de Lille e o guia da França.