O que fazer em Colmar: o guia completo
Colmar é minúscula e se percorre inteira a pé em duas horas. Isso muda a lógica de visita: em vez de correr entre atrações, o programa aqui é andar devagar pelos bairros, entrar num museu de primeira linha e reservar o resto do tempo para os vilarejos ao redor, que estão a quinze ou vinte minutos.
Principais atrações
Petite Venise e o Quartier des Tanneurs
O braço do rio Lauch que atravessa o sul do centro histórico ganhou o apelido de Petite Venise: casas coloridas debruçadas sobre a água, pontes baixas e barcos a remo que fazem passeios curtos. Ao lado fica o Quartier des Tanneurs, o antigo bairro dos curtidores, com casas altas e estreitas — os últimos andares eram abertos para secar as peles. É a área mais fotografada da Alsácia inteira, e por isso mesmo o horário importa: antes das 10h ou depois das 18h, você tem o bairro quase só para você.
O centro histórico
A Maison Pfister, de 1537, com sua galeria de madeira e a torre em ângulo, é a casa mais famosa da cidade. A Maison des Têtes tem mais de cem cabeças esculpidas na fachada renascentista. O Koïfhus, a antiga alfândega, era onde se cobravam os impostos da Decápole, a liga de dez cidades alsacianas livres. Some a Collégiale Saint-Martin, gótica, e a Place de l'Ancienne Douane, com o poço e as mesas na calçada.
Musée Unterlinden
O motivo pelo qual Colmar não é só bonita. Instalado num convento dominicano do século XIII e ampliado por Herzog & de Meuron em 2015, o museu guarda o Retábulo de Issenheim, pintado por Matthias Grünewald entre 1512 e 1516 para um hospital de doentes de ergotismo. É uma das obras mais impressionantes e mais perturbadoras da arte europeia — a crucificação com o corpo coberto de chagas foi pintada para que os doentes vissem um Cristo com a doença deles. Só ele vale a viagem.
Musée Bartholdi
Auguste Bartholdi, o escultor da Estátua da Liberdade, nasceu em Colmar em 1834. A casa onde cresceu é hoje um museu com maquetes, desenhos e modelos da estátua. Na entrada norte da cidade há uma réplica em tamanho reduzido, instalada em 2004 para marcar o centenário de sua morte.
Fora do óbvio
- Marché Couvert — o mercado coberto de tijolo e ferro, à beira do Lauch, com produtores locais e balcões para comer.
- Igreja dos Dominicanos — abriga *A Virgem do Roseiral*, de Martin Schongauer, uma das obras-primas da pintura alemã do século XV.
- Parc du Champ de Mars e as ruas residenciais a leste, onde a cidade deixa de ser cenário.
- Passeio de barco pela Petite Venise — curto e turístico, mas dá a leitura da cidade pela água.
A rota dos vinhos
É por isso que se fica em Colmar. A poucos quilômetros estão alguns dos vilarejos mais bonitos da França: Eguisheim, com suas ruas concêntricas; Riquewihr, murado e intacto desde o século XVI; Kaysersberg; Ribeauvillé; Turckheim. Todos com adegas abertas à degustação e vinhedos até a porta. Acima deles, o castelo de Haut-Koenigsbourg, restaurado pelo imperador alemão no começo do século XX, domina a planície do Reno de 750 metros de altura.
A comida que define a cidade
A mesma da Alsácia: choucroute, tarte flambée, baeckeoffe, munster e kougelhopf, servidos na winstub. O que Colmar acrescenta é o vinho na origem — riesling, gewurztraminer, pinot gris, muscat e o espumante crémant d'Alsace —, quase sempre da adega ao lado. Detalhes em Onde comer em Colmar.
Dicas práticas
- Vá cedo ou fique até tarde. Entre 11h e 17h, o centro recebe os ônibus de excursão de toda a região.
- O Unterlinden pede duas horas, não vinte minutos.
- Vilarejos: com carro, um dia cobre três ou quatro. Sem carro, há ônibus regionais com horários limitados e excursões de meio dia saindo da cidade.
- Segunda-feira fecha o Museu Unterlinden e parte do comércio.
- Para montar os dias, veja o roteiro em Colmar.
Perguntas frequentes
O que não pode faltar em Colmar?
O Retábulo de Issenheim no Unterlinden e a Petite Venise fora do horário de pico. Se puder, um dia nos vilarejos da rota dos vinhos.
Precisa reservar ingresso?
Não, fora de dezembro. Nos fins de semana do mercado de Natal, tudo fica cheio.
Quantos dias para ver o essencial?
Um dia para a cidade, dois com os vilarejos. Veja o guia de Colmar e o guia da França.