Roteiro de 3 dias em Avignon (dia a dia)
Avignon pede uma divisão clara: a cidade intramuros se resolve em dois dias tranquilos, e o resto do tempo rende muito mais fora dela — a Provença ao redor é o motivo pelo qual tanta gente escolhe Avignon como base. Este roteiro dá dois dias à cidade e um aos arredores, com sugestões para esticar.
Dia a dia
Dia 1 — Palácio, ponte e o rochedo
Manhã. Palácio dos Papas na abertura, com o ingresso combinado que inclui a ponte. Reserve de duas a três horas: são 15 mil metros quadrados e o percurso é longo.
Tarde. Musée du Petit Palais, ao lado, com a coleção de pintura italiana pré-renascentista (acervo permanente gratuito), e depois a Pont Saint-Bénézet — os quatro arcos que sobraram dos vinte e dois originais.
Fim de tarde. Suba ao Rocher des Doms, o jardim no alto do rochedo, gratuito, para ver o Ródano e a ponte inteira de cima na melhor luz do dia.
Noite. Jantar na Rue des Teinturiers, a rua do canal com as rodas d'água.
Dia 2 — Mercado, museus e Villeneuve
Manhã. Les Halles (terça a domingo) para o café da manhã e para montar um piquenique. Depois, uma volta pelas muralhas e pelas praças do centro.
Tarde. Collection Lambert ou Musée Angladon — o segundo tem o único Van Gogh exposto na Provença. Em seguida, ônibus ou caminhada até Villeneuve-lès-Avignon, do outro lado do rio: o Fort Saint-André e a Chartreuse, a maior cartuxa da França, quase sem visitantes.
Noite. Aperitivo numa praça do centro e jantar num bistrô intramuros.
Dia 3 — Provença
Escolha um, conforme o interesse:
- Pont du Gard — o aqueduto romano de três níveis, a cerca de 45 minutos de ônibus. Impressiona ao vivo de um jeito que a foto não transmite.
- Arles (20 minutos de trem) — anfiteatro romano em uso, o Espace Van Gogh e a Fondation Vincent van Gogh.
- Nîmes (30 minutos de trem) — a arena romana mais bem conservada do mundo e a Maison Carrée.
- Orange (20 minutos de trem) — o teatro romano com a parede de cena ainda de pé, única na Europa.
- Luberon de carro — Gordes, Roussillon com suas falésias de ocre, Ménerbes. É a Provença dos cartões-postais e exige veículo próprio.
- Châteauneuf-du-Pape — os vinhedos que abasteciam a corte papal, com visitas e degustações.
Variações
- Dois dias: una os dias 1 e 2 cortando Villeneuve, e faça um bate-volta no segundo dia.
- Quatro ou cinco dias: mantenha o hotel e faça vários bate-voltas — é o melhor uso de Avignon.
- Em julho: o Festival d'Avignon e o Off dominam a cidade; monte o roteiro em torno dos espetáculos e visite os monumentos de manhã.
- Econômico: o Rocher des Doms, as muralhas, a Rue des Teinturiers, o Petit Palais e a Île de la Barthelasse são gratuitos.
Logística
Avignon tem duas estações: Avignon TGV, fora da cidade, onde param os trens rápidos, e Avignon Centre, dentro das muralhas, para os regionais. Uma lançadeira liga as duas em cerca de cinco minutos. Os bate-voltas a Arles, Nîmes e Orange são de trem; o Pont du Gard é de ônibus; o Luberon exige carro. Detalhes em como se locomover em Avignon.
> Em julho, durante o festival, tudo muda. A 80ª edição acontece de 4 a 25 de julho de 2026, junto com o Festival Off e suas centenas de espetáculos. Hospedagem esgota com meses de antecedência e os preços triplicam. Fora de julho, Avignon é uma das cidades mais tranquilas da Provença.
Perguntas frequentes
Quantos dias bastam em Avignon?
Dois para a cidade. Quatro se você usar como base — e é assim que ela rende mais.
Dá para fazer em um fim de semana?
Dá: sábado no palácio e na ponte, domingo em Arles ou no Pont du Gard. Note que as segundas fecham muita coisa.
Qual a melhor ordem?
Palácio primeiro, para ter o contexto histórico, e o Rocher des Doms no fim de tarde. Os bate-voltas vão depois, quando você já leu a cidade. Veja também onde comer em Avignon, onde se hospedar e o guia da França.