O que fazer em Avignon: o guia completo

Avignon inteira cabe dentro de suas muralhas — 4,3 quilômetros de pedra medieval que sobreviveram intactos e que ainda funcionam como fronteira mental da cidade. O centro histórico se percorre a pé em duas horas, e a lógica de visita é vertical: comece pelo alto, no rochedo onde estão o palácio e o jardim, e desça para as praças e os museus.

Principais atrações

Palácio dos Papas

O maior palácio gótico do mundo, construído em pouco mais de vinte anos no século XIV para abrigar a corte papal que se transferiu de Roma. São 15 mil metros quadrados de salas monumentais, capelas, claustros e aposentos privados — os afrescos das câmaras do papa, com cenas de caça, são o que resta da decoração original. A visita usa um tablet de realidade aumentada que reconstrói os ambientes mobiliados; leva de duas a três horas. Ao lado, a Catedral Notre-Dame des Doms e o Musée du Petit Palais, com uma das melhores coleções de pintura italiana pré-renascentista fora da Itália — e entrada gratuita no acervo permanente.

Pont Saint-Bénézet

A "ponte de Avignon" da canção infantil. Construída no século XII, tinha 22 arcos atravessando o Ródano; restam quatro, os demais derrubados por enchentes sucessivas até que, no século XVII, a cidade desistiu de reconstruí-la. Detalhe que quase ninguém sabe: dançava-se sob a ponte, na ilha da Barthelasse, não sobre ela — a letra original diz *sous le pont*. A vista da ponte inteira, de fora, se tem de graça do Rocher des Doms ou da margem oposta.

Rocher des Doms

O jardim no alto do rochedo, acima do palácio: sombra, lago com patos, e uma vista que abre para o Ródano, para a ilha e para o Fort Saint-André, em Villeneuve. Gratuito e o melhor lugar da cidade no fim da tarde.

As muralhas e o centro

As muralhas do século XIV são das mais completas da Europa. Dentro delas, a Place de l'Horloge com o teatro e a prefeitura, a Rue des Teinturiers — a antiga rua dos tintureiros, com o canal descoberto e as rodas d'água ainda no lugar, hoje a rua mais boêmia da cidade — e um emaranhado de praças pequenas com mesas na calçada.

Museus

Fora do óbvio

Bate-voltas que valem

Avignon é uma base, e essa é sua maior virtude: Pont du Gard (aqueduto romano de três níveis, cerca de 45 minutos de ônibus), Arles (anfiteatro romano e Van Gogh, 20 minutos de trem), Nîmes (arena romana, 30 minutos), Orange (teatro romano mais bem conservado da Europa, 20 minutos), Châteauneuf-du-Pape (os vinhedos dos papas), Les Baux-de-Provence e os vilarejos do Luberon — Gordes, Roussillon, Ménerbes —, estes últimos exigindo carro.

A comida que define a cidade

Cozinha provençal com sotaque do Ródano: azeite, tomate, berinjela, ervas, cordeiro, e a *daube* de carne cozida no vinho tinto. Os vinhos são o ponto forte — Côtes du Rhône e Châteauneuf-du-Pape a poucos quilômetros. De doce, as papalines d'Avignon, bombons de chocolate com licor de orégano do Ventoux. Detalhes em Onde comer em Avignon.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Avignon?

O Palácio dos Papas, o Rocher des Doms no fim da tarde e um bate-volta ao Pont du Gard ou a Arles.

Precisa reservar ingresso?

Fora de julho, não. Durante o festival, reserve tudo — incluindo restaurante e hotel, com meses de antecedência.

Quantos dias para ver o essencial?

Dois na cidade; quatro se usar Avignon como base. Veja o guia de Avignon e o guia da França.