O que fazer em Verona: o guia completo
Verona é compacta e cabe inteira numa curva do rio Ádige. O centro histórico se atravessa a pé em vinte minutos, e a lógica de visita é uma linha reta: entra-se pela Arena, sobe-se pelo eixo das praças até a catedral e atravessa-se o rio para os mirantes. Um dia cheio cobre tudo isso sem pressa.
Principais atrações
Arena di Verona
O anfiteatro romano do século I, terceiro maior que sobreviveu, e o único que nunca deixou de ser usado. Foi arena de gladiadores, mercado, palco de torneios medievais e, desde 1913, casa de ópera ao ar livre. Cabem cerca de 15 mil espectadores nos degraus de pedra.
Visitá-la de dia custa pouco e leva meia hora. Mas o que transforma a experiência é assistir a uma ópera ali entre junho e setembro: o público leva almofada, acende velas no início do espetáculo e não há amplificação — a acústica romana faz o trabalho. Os ingressos de arquibancada de pedra são baratos e o espetáculo é o mesmo.
Piazza Bra e Piazza delle Erbe
A Piazza Bra, ao lado da Arena, é a maior praça da cidade e o ponto de encontro. Dali sai a Via Mazzini, a rua comercial de mármore, até a Piazza delle Erbe — o antigo fórum romano, hoje uma praça alongada com o mercado, a Torre dei Lamberti e as fachadas afrescadas das casas dos mercadores.
Subir à Torre dei Lamberti (84 metros, com elevador até certo ponto) dá a melhor vista de dentro da cidade, com os telhados de terracota e as praças vistas de cima.
Ao lado, a Piazza dei Signori e as Arche Scaligere, os túmulos góticos suspensos da família Della Scala, que governou Verona no século XIV.
Castelvecchio e a ponte
O castelo de tijolo vermelho de 1354, com sua ponte fortificada de ameias sobre o Ádige. O interior abriga um museu de arte medieval e renascentista — e o edifício é, ele próprio, um marco: a reforma que Carlo Scarpa fez entre 1958 e 1974 é considerada um dos trabalhos de restauro mais influentes do século XX, e arquitetos vão a Verona só por causa dela.
As igrejas
- San Zeno Maggiore — românica, do século XII, com portas de bronze com quarenta e oito painéis em relevo e um tríptico de Mantegna sobre o altar. É a mais importante da cidade e fica um pouco afastada, o que a mantém vazia.
- Duomo de Santa Maria Matricolare — com a *Assunção* de Ticiano.
- Sant'Anastasia — gótica, com o afresco de São Jorge de Pisanello e os *gobbi*, as figuras corcundas que sustentam as pias de água benta.
Casa de Julieta
O pátio com a varanda e a estátua de bronze. A varanda foi instalada nos anos 1930 num palácio do século XIII que pertenceu à família Cappello — parecido o bastante com "Capuleti" para servir. O pátio é gratuito e vive lotado; a visita paga ao interior entrega pouco. Vale como fenômeno cultural, não como sítio histórico.
Fora do óbvio
- Castel San Pietro. Atravesse a Ponte Pietra romana e suba (a pé ou de funicular) até o mirante: a melhor vista de Verona, com a cidade inteira na curva do rio. Gratuito.
- Teatro Romano. Ao pé da colina, do século I a.C., anterior à Arena, com um museu arqueológico no convento acima. Recebe temporada de teatro no verão.
- Giardino Giusti. Um jardim renascentista de 1580 com ciprestes centenários, uma gruta e um labirinto, que Goethe visitou e elogiou. Pago, e quase vazio.
- Veronetta. O bairro do outro lado do rio, universitário e sem turistas, com os melhores bares da cidade.
A comida que define a cidade
Verona é cercada de vinhedos — Valpolicella ao norte, Soave a leste, Bardolino a oeste — e a cozinha gira em torno disso: risotto all'Amarone, feito com o vinho tinto passito da região, e a pastissada de caval, o cozido de carne de cavalo que é o prato histórico da cidade. Detalhes em onde comer em Verona.
Dicas práticas
- Reserve a ópera com antecedência se viajar entre junho e setembro; os ingressos baratos de arquibancada esgotam primeiro.
- A VeronaCard inclui as principais atrações e o transporte urbano, e compensa a partir de três visitas pagas.
- Igrejas cobram entrada em Verona, com um bilhete conjunto para as quatro principais que sai bem melhor que os avulsos.
- Para montar os dias, veja o roteiro de 2 dias e o guia da Itália.
Perguntas frequentes
O que não pode faltar em Verona?
A Arena, a Piazza delle Erbe, San Zeno Maggiore e a subida ao Castel San Pietro no fim da tarde. Se a viagem for no verão, uma ópera na Arena é a melhor coisa que a cidade oferece.
Precisa reservar ingresso em Verona?
Só a ópera. As atrações se resolvem na hora, mesmo em alta temporada — é uma das vantagens de Verona sobre as cidades maiores.
Quantos dias para ver o essencial?
Um dia cheio. O segundo dia se justifica pela ópera, pelo lago de Garda ou pelos vinhedos do Valpolicella. Veja o guia de Verona.