Como se locomover em Roma: metrô, passes e do aeroporto

Roma se anda a pé — e isso não é conselho romântico, é constatação prática. O metrô tem apenas três linhas porque cada escavação nova esbarra em ruínas, e justamente o centro histórico, onde ficam Panteão, Navona e Trevi, não é servido por nenhuma estação. O transporte público resolve os deslocamentos longos; o miolo da cidade é caminhada sobre pedra irregular. Calçado firme muda mais a sua viagem do que qualquer passe.

Modais

Metrô

Três linhas geridas pela ATAC. A linha A (laranja) liga o Vaticano (Ottaviano) a Termini, Piazza di Spagna e San Giovanni. A linha B (azul) passa por Termini, Coliseu, Circo Massimo, Piramide e Ostiense. A linha C ainda está em expansão. Elas se cruzam em Termini, o nó central. Funciona por volta das 5h30 à meia-noite, com extensão até 1h30 nas noites de sexta e sábado.

Ônibus e bonde

É o que cobre o que o metrô não cobre. O ônibus 64 (Termini–Vaticano) e o 40 Express são os mais úteis e os mais visados por batedores de carteira — vá com a bolsa na frente do corpo. Os bondes 8 e 3 servem Trastevere e a zona sul.

A pé e de bike

O centro histórico se atravessa a pé em 30 a 40 minutos de ponta a ponta. Bicicleta é menos recomendável do que parece: pedra irregular, trânsito agressivo e ladeiras. Patinete elétrico compartilhado existe em profusão e tem regras de estacionamento que mudam com frequência.

Táxi

Táxi oficial é branco, com taxímetro. Pegue nos pontos ou por aplicativo (FreeNow, ITTaxi); parar na rua funciona mal. Uber opera apenas na categoria preta, mais cara que o táxi comum.

Do aeroporto ao centro

Fiumicino (FCO)

Ciampino (CIA)

Aeroporto de companhias de baixo custo. Não tem trem direto: use ônibus de traslado até Termini (cerca de 40 minutos) ou táxi com tarifa fixa, na faixa de €40 para dentro das muralhas.

Passes e cartões

O bilhete avulso (BIT) custa por volta de €1,50 e vale 100 minutos, com metrô uma única vez e ônibus à vontade dentro da validade. Existem passes de 24h, 48h, 72h e semanal (CIS), e eles compensam a partir de três ou quatro viagens por dia — o que, em Roma, acontece menos do que se imagina, porque você vai andar muito a pé.

> Valide sempre. No ônibus e no bonde, encoste o bilhete na maquininha ao entrar; no metrô, ele passa na catraca. Bilhete não validado é tratado como viagem sem bilhete, e a multa é aplicada sem discussão. Bilhete de papel comprado em tabacaria e nunca validado não vale nada.

O Roma Pass (48h ou 72h) junta transporte ilimitado com entrada em uma ou duas atrações e desconto nas seguintes. Faça a conta com o seu roteiro real antes de comprar: ele compensa para quem vai a museus pagos todos os dias e não compensa para quem vai ao Vaticano — que é um Estado separado e não entra no passe.

Apps úteis

Para saber onde você vai precisar circular, veja onde se hospedar em Roma e o roteiro de 4 dias em Roma. Para os deslocamentos entre cidades, como se locomover na Itália e o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Vale a pena o passe de transporte em Roma?

Só se você fizer três ou mais trajetos por dia. Como o centro histórico se percorre a pé e o metrô não o atende, muita gente compra o passe e usa duas vezes. Comece com bilhetes avulsos e avalie no segundo dia.

Como ir do aeroporto ao centro de Roma?

De Fiumicino, o Leonardo Express até Termini em cerca de 32 minutos é a escolha padrão; o táxi tem tarifa fixa em torno de €55 para dentro das muralhas e compensa a partir de três pessoas com bagagem. De Ciampino, ônibus de traslado ou táxi com tarifa fixa.

Precisa alugar carro em Roma?

Não, e é melhor não. O centro é ZTL — zona de tráfego limitado com leitura automática de placa e multa que chega meses depois pela locadora —, estacionar é caro e difícil, e o trânsito é agressivo. Alugue só se for sair da cidade, e retire o carro na saída, não na chegada.