Roteiro de 2 dias em Milão (dia a dia)
Milão cabe bem em dois dias porque o centro é compacto e o metrô é o melhor da Itália. O roteiro abaixo tem um único ponto fixo, e ele é inegociável: **o horário da sua reserva da *Última Ceia***. Ela é liberada em blocos de alguns meses no site oficial, esgota em horas e não tem fila alternativa — reserve antes de qualquer outra coisa da viagem e monte os dias em volta do horário que conseguir.
Dia 1 — Duomo e centro
Manhã. Duomo na abertura, quando a fila de segurança é curta. Suba aos terraços — de escada, se o joelho permitir, porque é mais barato e a subida entre os pináculos faz parte da experiência. Depois, a Galleria Vittorio Emanuele II e a Piazza della Scala.
Tarde. Castelo Sforzesco, com a Pietà Rondanini de Michelangelo, e uma volta pelo Parco Sempione até o Arco della Pace. Em seguida, Brera: a Pinacoteca, se você gosta de pintura, e as ruas do bairro de qualquer forma.
Noite. Aperitivo em Brera ou nos Navigli, com o bufê fazendo as vezes de jantar.
Dia 2 — Última Ceia e a Milão contemporânea
No horário da reserva. Santa Maria delle Grazie para a *Última Ceia*. São 15 minutos exatos dentro da sala, com climatização antes — chegue com 20 minutos de folga ou o ingresso se perde. Ao lado, a própria igreja, de Bramante, vale a visita e é gratuita.
Manhã ou tarde, conforme o horário. San Maurizio al Monastero Maggiore, a poucos quarteirões: uma igreja inteiramente afrescada, gratuita e quase vazia, que quase ninguém inclui no roteiro. E a Basílica de Sant'Ambrogio, românica do século XI.
Tarde. Metrô até Porta Nuova e Isola: a Piazza Gae Aulenti, o Bosco Verticale e a Milão que nenhuma outra cidade italiana tem. Se sobrar tempo, o Cimitero Monumentale fica ao lado e é um museu de escultura ao ar livre, gratuito.
Noite. Jantar em Isola ou em Porta Romana, longe do centro e por metade do preço.
Variações
- Um dia só: Duomo com terraços, Galleria, Brera e aperitivo nos Navigli. A *Última Ceia* só entra se o horário da reserva colaborar.
- Três dias: acrescente a Fondazione Prada, o bairro de Porta Venezia e um bate-volta. Milão é a melhor base de bate-voltas do norte: Como em 40 minutos de trem, Bérgamo Alta em 50, Pavia em 30, e Turim em uma hora de alta velocidade.
- Design e moda: o Quadrilatero della Moda, o Museu Poldi Pezzoli, a Triennale no Parco Sempione e a Fondazione Prada fazem um dia inteiro com outro assunto.
- Com crianças: o Museu Nacional de Ciência e Tecnologia Leonardo da Vinci é o maior do gênero na Itália, com um submarino de verdade dentro.
Logística
O metrô tem quatro linhas mais a linha lilás automática, funciona bem e cobre tudo que interessa; o centro histórico se faz a pé. Os bondes históricos amarelos, dos anos 1920, ainda circulam em algumas linhas e são um passeio por preço de bilhete comum.
O aeroporto que atende os voos internacionais é Malpensa, ligado ao centro pelo Malpensa Express em cerca de 50 minutos. Detalhes em como se locomover em Milão; o bairro certo para dormir, em onde se hospedar em Milão; e onde comer, em onde comer em Milão. Para o país, o guia da Itália.
Perguntas frequentes
Quantos dias bastam em Milão?
Dois. É tempo suficiente para o Duomo, a *Última Ceia*, Brera e os Navigli sem correria. O terceiro dia se justifica por bate-volta ou por interesse específico em design e arquitetura.
Dá para fazer Milão em um fim de semana?
Sim, e é um dos melhores fins de semana da Itália — com a ressalva de que muitos restaurantes e alguns museus fecham no domingo ou na segunda. Verifique os dias antes de fixar as datas.
Qual a melhor ordem das atrações?
A que o horário da *Última Ceia* permitir. Reserve-a primeiro; depois encaixe o Duomo na abertura de um dos dias e distribua o resto, que é flexível.