Roteiro de 2 dias em Gênova (dia a dia)

Gênova está espremida entre a montanha e o mar, numa faixa comprida e estreita, e cresceu para cima. Isso significa que a cidade tem três níveis — os caruggi do centro medieval, ao nível do porto; a cidade nobre do século XVI, um pouco acima; e os bairros altos, alcançados por funiculares e elevadores públicos que fazem parte do transporte comum.

Este roteiro percorre os três, e usa os elevadores como atração.

Dia 1 — Os caruggi e o porto

Manhã. Comece pela Porta Soprana, do século XII, e desça para os caruggi, o maior centro histórico medieval da Europa: becos de menos de um metro de largura, onde o sol quase não entra.

Passe pela Catedral de San Lorenzo, em faixas de mármore preto e branco, com a bomba naval britânica de 1941 que atravessou o telhado e não explodiu, exposta onde caiu. Depois, a Piazza San Matteo, a praça privada da família Doria, praticamente intacta desde o século XIV, e o Palazzo Ducale.

Não tente seguir um mapa: perder-se nos caruggi é a experiência.

Meio-dia. Almoce numa sciamadda — as casas tradicionais de farinata e tortas salgadas com forno a lenha — ou numa trattoria de rua lateral.

Tarde. O Porto Antico, remodelado por Renzo Piano em 1992. O Acquario di Genova, o maior da Itália, pede duas a três horas — vá se estiver com crianças ou se aquário te interessa. Caso contrário, o Galata Museo del Mare, o maior museu marítimo do Mediterrâneo, com uma galé reconstruída em tamanho real e uma seção sobre a emigração italiana para as Américas, que saiu deste porto.

Fim de tarde. Suba pelo elevador público de Castelletto, um art nouveau de 1909 que sai de uma galeria no centro, até a Spianata Castelletto — o terraço com a melhor vista dos telhados e do porto. Custa um bilhete de transporte.

Noite. Aperitivo na Piazza delle Erbe e jantar nos caruggi.

Dia 2 — Os palácios e o mar

Manhã. A Via Garibaldi, a antiga Strada Nuova: uma rua inteira de Palazzi dei Rolli, os palácios que a República sorteava para hospedar visitantes de Estado — um sistema que gerou décadas de competição de ostentação entre as famílias nobres e rendeu o tombamento da Unesco.

Visite os Musei di Strada Nuova: Palazzo Rosso (com o terraço sobre os telhados), Palazzo Bianco (pintura flamenga e espanhola) e Palazzo Doria Tursi, onde está o violino Cannone de Paganini, legado pelo violinista genovês à cidade.

Meio-dia. Almoce por ali, ou no Mercato Orientale.

Tarde. Escolha:

Noite. Jantar em Boccadasse ou em Nervi, à beira-mar.

Dia 3 (opcional) — a costa

Variações

Logística

Gênova tem duas estações — Piazza Principe (a oeste) e Brignole (a leste) — e é importante conferir em qual o seu trem para. A cidade tem metrô, ônibus, funiculares e elevadores públicos, todos no mesmo bilhete.

Detalhes em como se locomover em Gênova e a escolha do bairro em onde se hospedar. Para o país, o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias bastam em Gênova?

Dois dias cheios para a cidade. Um terceiro para Camogli, Portofino ou as Cinque Terre.

Dá para fazer Gênova como parada entre Milão e as Cinque Terre?

Dá, e faz muito sentido: Milão fica a cerca de 1h30 e La Spezia a pouco mais de uma hora. Uma noite em Gênova encaixa perfeitamente nesse trajeto.

Qual a melhor ordem?

Caruggi e porto no primeiro dia, palácios e mar no segundo. Deixe o elevador de Castelletto para o fim da tarde, quando a luz sobre o porto é melhor.