O que fazer em Versalhes: o guia completo

O domínio de Versalhes tem quase 800 hectares e três partes distintas: o palácio, os jardins e o domínio de Trianon, com o vilarejo de Maria Antonieta. Elas abrem em horários diferentes e ficam longe umas das outras — do palácio ao Petit Trianon são cerca de 25 minutos a pé. Entender essa geografia é a diferença entre um dia bem aproveitado e uma tarde de correria. Fora do domínio, há uma cidade do século XVIII que quase ninguém visita.

Principais atrações

O palácio — Grands Appartements e Galeria dos Espelhos

O percurso principal atravessa a Capela Real, os Grands Appartements do rei e da rainha e desemboca na Galeria dos Espelhos: 73 metros de comprimento, 357 espelhos e dezessete janelas voltadas para o jardim, num tempo em que espelho era artigo de luxo veneziano e a França queria provar que sabia fazer os seus. Foi ali que se assinou o Tratado de Versalhes em 1919.

O Opéra Royal e as salas do século XVII completam a visita; a Galerie des Batailles, no ala sul, é uma criação do século XIX, quando Luís Filipe transformou o palácio em museu da história da França.

Os jardins de Le Nôtre

Desenhados por André Le Nôtre, são o exemplo definitivo do jardim francês: eixos de perspectiva, canteiros geométricos, bosques fechados chamados *bosquets* e mais de cinquenta fontes. A entrada nos jardins é gratuita na maior parte do ano, exceto nos dias de Grandes Eaux Musicales e Jardins Musicaux, quando as fontes funcionam com música e cobra-se ingresso — em geral nos fins de semana entre a primavera e o outono.

O Grand Canal, de mais de um quilômetro, foi cavado para receber uma frota em miniatura. Hoje se aluga barco a remo e bicicleta ali, e é o melhor lugar do domínio para não fazer nada.

O domínio de Trianon

Longe do palácio, um conjunto muito mais humano. O Grand Trianon, de mármore rosa, era onde o rei escapava da corte. O Petit Trianon foi dado por Luís XVI a Maria Antonieta, que o transformou em domínio particular. E o Hameau de la Reine — o vilarejo de fazenda com moinho, lago e casas de colmo que ela mandou construir para brincar de vida simples — é a parte mais surpreendente de Versalhes: parece um cenário e é, literalmente, um.

O domínio de Trianon costuma abrir apenas a partir do meio-dia.

Fora do óbvio

A comida que define a cidade

Versalhes não tem cozinha própria — tem uma cidade burguesa com bons bistrôs e um mercado excelente. O que importa saber é onde não comer: as opções dentro do domínio e as da avenida em frente ao palácio cobram caro por pouco. Duzentos metros adiante, no Quartier Notre-Dame, o mesmo dinheiro compra outra refeição. Detalhes em Onde comer em Versalhes.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Versalhes?

A Galeria dos Espelhos, os jardins de Le Nôtre e o Hameau de la Reine. Se tiver de cortar algo, corte a Galerie des Batailles, não o Trianon.

Precisa reservar ingresso com antecedência?

Sim, com horário marcado. Em alta temporada, com semanas de antecedência.

Quantos dias para ver o essencial?

Um dia inteiro, do começo ao fim. Meia tarde só dá para o palácio, e é justamente a parte mais cheia. Veja o guia de Versalhes e o guia da França.