Onde comer em Reims: dos clássicos aos bairros locais
A cozinha de Champanhe é do norte da França: manteiga, porco, queijos de casca lavada, molhos densos. Mas ela tem uma particularidade que nenhuma outra região tem — foi construída em torno de um vinho espumante, e boa parte dos pratos locais existe para acompanhá-lo. O biscoito rosa foi criado para ser mergulhado na taça; o presunto em terrina, para ser comido com uma flûte na mão. Comer em Reims é, inevitavelmente, beber.
Pratos típicos a provar
- Biscuit rose de Reims — biscoito seco, rosado e alongado, feito desde o século XVII. Sua textura foi pensada para mergulhar no champanhe sem desmanchar. É a lembrança comestível da cidade.
- Jambon de Reims — presunto de porco desfiado e prensado em terrina, com salsa e temperos. Serve-se frio, como entrada.
- Chaource e langres — os dois grandes queijos da região. O langres tem uma cavidade no topo, onde se despeja champanhe ou marc antes de comer.
- Andouillette de Troyes — a linguiça de miúdos da vizinha Troyes, forte e polarizadora.
- Ratafia champenois — aperitivo de mosto de uva com aguardente, doce e regional.
- Marc de Champagne — o destilado feito do bagaço da uva.
- Champanhe. Não é um vinho só: procure comparar um *brut sans année*, um *blanc de blancs* (só chardonnay), um *blanc de noirs* (só uvas tintas) e um rosé. E prove um champanhe de produtor (*récoltant-manipulant*), feito por quem cultiva a própria uva — costuma custar bem menos que as grandes marcas e conta mais sobre o terroir.
Onde comer por faixa
Econômico. As Halles du Boulingrin, o mercado Art Déco de 1929, funcionam às quartas, sextas e sábados e resolvem um almoço por poucos euros. As *formules* de almoço nos bistrôs do centro ficam entre €16 e €24, e há bares de champanhe que servem taças avulsas de casas pequenas por €7 a €14 — a forma mais barata de provar bem.
Médio. Bistrôs do centro e da Place Drouet-d'Erlon, com jantar entre €28 e €45 por pessoa. Procure as casas com carta de champanhes de produtor, não só de grandes marcas.
Especial. Reims tem uma concentração alta de restaurantes estrelados para o seu tamanho, vários ligados a casas de champanhe e instalados em antigas mansões dos comerciantes de vinho. No almoço, os menus custam uma fração do jantar.
Bairros gastronômicos
- Place Drouet-d'Erlon — a rua de bares e restaurantes mais movimentada; animada, e de qualidade irregular.
- Entorno da catedral e Rue de Mars — bistrôs e bares de champanhe melhores, com clientela local.
- Halles du Boulingrin — mercado e comércio de boca.
- Bairro de Saint-Nicaise, ao sul — a zona das grandes caves, com restaurantes ligados às casas.
- Épernay, a 25 minutos de trem — a Avenue de Champagne e as mesas ao redor dela.
Reservas e horários
> Não marque duas visitas a caves no mesmo período do dia. Cada uma termina em degustação, e duas seguidas em jejum estragam a tarde. Reserve as caves com antecedência e os restaurantes nos fins de semana. Muitas casas fecham aos domingos. Serviço incluído por lei; *carafe d'eau* gratuita.
Perguntas frequentes
Qual o prato típico de Reims?
O biscoito rosa é o símbolo, e o jambon de Reims é a entrada clássica. Mas o "prato" de verdade da cidade é o champanhe — e vale provar formatos diferentes, não só a marca conhecida.
Onde comer bem e barato?
Nas Halles du Boulingrin nos dias de feira e nas *formules* de almoço do centro. Para beber, um bar de champanhe com taças de produtor sai muito mais em conta que uma garrafa em restaurante.
Precisa reservar restaurante?
Nos fins de semana, sim. E as caves, sempre. Veja também o que fazer em Reims, o roteiro em Reims e o guia da França.