Como se locomover em Reims: bonde, trem e do aeroporto
Reims é uma cidade média com um centro caminhável e uma rede de bondes eficiente. A estação fica a dez minutos a pé da catedral, as grandes caves de champanhe se concentram num eixo ao sul e Épernay está a 25 minutos de trem. Carro só é necessário se você quiser percorrer os vinhedos por conta própria — e mesmo assim vale lembrar que degustação e direção não combinam.
Modais
A pé. Da estação à catedral são dez minutos; da catedral à Basílica Saint-Rémi, vinte. Todo o centro histórico é caminhável.
Bonde (tram). Duas linhas da rede Citura que cruzam a cidade de norte a sul, ligando a estação, o centro e a zona das grandes caves em Saint-Nicaise. É o modal que resolve o eixo do champanhe.
Ônibus. Complementam o bonde nos bairros e nas comunas vizinhas.
Trem regional (TER). Para Épernay, cerca de 25 minutos, com saídas frequentes — é o bate-volta essencial. Também para Châlons-en-Champagne e Laon.
TGV. Reims está a cerca de 45 minutos de Paris-Est, um dos trajetos mais rápidos da rede. Há duas estações: Reims Centre, no coração da cidade, e Champagne-Ardenne TGV, a alguns quilômetros a sudoeste, ligada ao centro por bonde. Confira qual consta no seu bilhete.
Bicicleta. A cidade é plana e tem sistema público de aluguel; a Voie Verte da região permite pedalar entre vinhedos.
Carro. Útil para a Montagne de Reims, a Côte des Blancs e vilarejos como Hautvillers, que não têm trem. Alugue por um dia — e escolha quem dirige antes da primeira degustação.
Como visitar as caves e os vinhedos
- Caves em Reims: as grandes casas ficam num eixo ao sul, em Saint-Nicaise, alcançável a pé (uns 25 minutos do centro) ou de bonde. Visitas com reserva prévia e horário fixo.
- Épernay: trem regional, e a Avenue de Champagne fica a poucos minutos a pé da estação.
- Vinhedos e vilarejos: de carro, de bicicleta ou com uma das excursões de meio dia e dia inteiro que saem de Reims, com motorista — a solução mais sensata para quem quer degustar em três ou quatro produtores.
Do aeroporto ao centro
Reims não tem aeroporto comercial. As portas de entrada são:
- Paris-Charles de Gaulle, com TGV direto para a estação Champagne-Ardenne em cerca de 30 minutos, sem passar pelo centro de Paris — é a conexão mais prática para quem chega do Brasil.
- Paris-Orly, com deslocamento até Paris-Est e TGV de 45 minutos.
Passes e bilhetes
- Bilhete unitário da rede Citura: válido por uma hora com baldeações, na faixa de €1,80.
- Passe diário: compensa a partir de três viagens.
- Reims City Pass: combina transporte, monumentos e, em algumas versões, uma visita com degustação a uma cave. Compare com a soma do que você pretende fazer — a catedral, que é a principal atração, já é gratuita.
- Trem a Épernay: alguns euros por trecho, comprado na máquina ou pelo app.
Apps úteis
- Citura — rede urbana de bonde e ônibus.
- SNCF Connect — TGV, trem para Épernay e confirmação de estação.
- Citymapper ou Google Maps — trajetos porta a porta.
- Sites das próprias casas de champanhe, para reserva de visita — não há central única.
> Não dirija depois de uma visita a cave. Cada uma termina em degustação de um a três champanhes, e a França tem tolerância baixa e fiscalização frequente. Para percorrer vinhedos, use uma excursão com motorista, bicicleta ou combine antes quem fica sem beber.
Perguntas frequentes
Vale a pena o passe de transporte?
O passe diário compensa se você for às caves de bonde e fizer outros deslocamentos. O City Pass só compensa se incluir uma cave que você faria de qualquer forma.
Como chegar a Reims?
TGV de Paris-Est em cerca de 45 minutos, ou direto de Charles de Gaulle à estação Champagne-Ardenne em cerca de 30 minutos.
Precisa alugar carro?
Só para os vilarejos dos vinhedos — e, mesmo assim, uma excursão com motorista costuma ser melhor. Veja também o que fazer em Reims, onde se hospedar e o guia da França.