O que fazer em Estrasburgo: o guia completo

Estrasburgo é fácil de percorrer porque o centro histórico é uma ilha: a Grande Île, cercada pelos dois braços do rio Ill, cabe inteira numa caminhada de trinta minutos de ponta a ponta. Ao redor dela ficam a Neustadt alemã, ao norte e a leste, e o bairro europeu mais adiante. A lógica de visita é simples — um dia na ilha, um dia fora dela.

Principais atrações por região

A catedral e o entorno

A Catedral de Notre-Dame, de arenito rosa dos Vosges, foi o edifício mais alto do mundo entre 1647 e 1874, com 142 metros. A fachada oeste é uma das mais trabalhadas do gótico europeu, e o interior guarda dois destaques: o relógio astronômico do século XIX, cujo mecanismo de autômatos entra em ação uma vez por dia por volta das 12h30 (com ingresso à parte), e a subida à plataforma, 330 degraus acima, com vista sobre os telhados e, em dia claro, sobre a Floresta Negra alemã.

Na praça ao lado está a Maison Kammerzell, casa de enxaimel do século XV com fachada esculpida, e atrás dela o Palais Rohan, residência dos príncipes-bispos, que abriga três museus — Belas-Artes, Artes Decorativas e Arqueologia.

Petite France

O bairro dos curtidores, moleiros e pescadores, com casas de enxaimel debruçadas sobre canais e eclusas. É a imagem que vende Estrasburgo, e é justamente por isso que fica cheio entre 11h e 17h — vá cedo ou no fim do dia. Na ponta oeste ficam os Ponts Couverts, com as três torres da muralha medieval, e o Barrage Vauban, uma represa militar do século XVII cuja terraça panorâmica tem acesso gratuito e dá a melhor foto da cidade.

Neustadt

O bairro construído pelos alemães entre 1871 e 1918, quando a Alsácia foi anexada ao Império Alemão: avenidas largas, prédios monumentais e a Place de la République, com o palácio imperial. É a metade da cidade que quase nenhum turista atravessa e a metade que explica a outra. Ali também está o Musée d'Art Moderne et Contemporain.

O bairro europeu

Parlamento Europeu, Conselho da Europa e Corte Europeia dos Direitos Humanos ficam ao norte, a poucos minutos de bonde. O Parlamento oferece visitas ao público, gratuitas e com reserva prévia, e há sessões plenárias abertas em algumas semanas do mês. Ao lado fica o Parc de l'Orangerie, o parque mais antigo da cidade, com lago e cegonhas — o símbolo da Alsácia — em reprodução.

Fora do óbvio

A comida que define a cidade

A mesa alsaciana é germânica com sotaque francês, e se come na winstub, a taverna tradicional de madeira escura: choucroute garnie (repolho fermentado com carnes de porco e salsichas), tarte flambée ou *flammekueche* (uma massa finíssima com creme, cebola e toucinho, assada em forno a lenha), baeckeoffe, spätzle e o queijo munster. E vinho branco — riesling, gewurztraminer, pinot gris — que aqui se bebe com tudo. Detalhes em Onde comer em Estrasburgo.

Dicas práticas

Perguntas frequentes

O que não pode faltar em Estrasburgo?

A catedral — de fora, de dentro e do alto —, a Petite France fora do horário de pico e uma refeição numa winstub. Se puder, o Musée Alsacien e uma volta pela Neustadt.

Precisa reservar ingresso?

Para museus, não. Para o Parlamento Europeu, sim. Em dezembro, reserve tudo o que puder com antecedência, inclusive restaurante.

Quantos dias para ver o essencial?

Dois. O terceiro rende na rota dos vinhos ou em Colmar. Veja o guia de Estrasburgo e o guia da França.