Roteiro de 2 dias em Siena (dia a dia)

Siena é murada, pequena e construída sobre três colinas que convergem para a Piazza del Campo. Isso torna o roteiro simples de desenhar e cansativo de executar: as distâncias são curtas e quase sempre em ladeira. Um dia cheio cobre a cidade; o segundo existe para o que está ao redor, que é a Toscana.

O princípio que organiza tudo: os ônibus de excursão chegam por volta das 10h e vão embora às 17h. Quem dorme em Siena tem a cidade para si nas duas pontas do dia.

Dia 1 — A cidade

Manhã. Piazza del Campo na primeira hora, quando ainda está vazia e a luz bate no Palazzo Pubblico. Em seguida, o Museo Civico para os afrescos da Alegoria do Bom e do Mau Governo, de Ambrogio Lorenzetti — as maiores pinturas medievais de tema civil que sobreviveram. Suba a Torre del Mangia logo depois, antes que a cota de visitantes por horário se esgote: são mais de 400 degraus estreitos.

Meio-dia. Almoce numa travessa acima do Campo, não nas mesas da praça.

Tarde. O complexo do Duomo: a catedral em faixas de mármore branco e verde, a Libreria Piccolomini com os afrescos do Pinturicchio, o Battistero com a pia de Donatello e Ghiberti, e a Cripta com afrescos do século XIII. Termine subindo ao Facciatone, o muro da catedral inacabada, que dá a melhor vista da cidade.

Fim de tarde. Santa Maria della Scala, o hospital milenar em frente à catedral, com a Sala do Pellegrinaio afrescada. É a visita menos concorrida e uma das melhores.

Noite. Ande sem plano pelas contrade, vendo as bandeiras e as placas de esquina mudarem de bairro. Siena depois das 19h é outra cidade.

Dia 2 — A Toscana ao redor

Três escolhas, todas boas:

Opção A: San Gimignano e Monteriggioni

San Gimignano, com suas torres medievais, fica a cerca de uma hora de ônibus (com baldeação em Poggibonsi). No caminho, Monteriggioni é uma vila murada circular de 1213, citada por Dante no *Inferno*, que se percorre em uma hora.

Opção B: Montalcino e a estrada do Brunello

Ao sul, a uma hora de ônibus: a vila do Brunello di Montalcino, com uma fortaleza que abriga uma enoteca, e a Abadia de Sant'Antimo, românica do século XII, num vale de ciprestes. Precisa de carro para fazer bem.

Opção C: Val d'Orcia

A paisagem toscana das fotografias — Pienza, Montepulciano, as estradas de ciprestes. Patrimônio da Unesco justamente como paisagem cultural. Exige carro: não há transporte público útil.

Variações

Logística

Tudo dentro das muralhas se faz a pé, e há escadas rolantes públicas ligando os estacionamentos e a área da estação ao centro alto — um detalhe que economiza muita ladeira e que quase ninguém menciona.

Siena não tem estação de trem útil: a linha existe, mas é lenta e a estação fica longe e abaixo da cidade. A ligação prática é o ônibus expresso de Florença, que leva cerca de 1h15 e chega perto do centro. Os detalhes estão em como se locomover em Siena, e a escolha da hospedagem em onde se hospedar. Para o país, o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias bastam em Siena?

Um dia cheio para a cidade. Duas noites se você quiser vê-la fora do horário das excursões, que é quando ela é melhor. Três ou mais como base para a Toscana.

Dá para fazer Siena como bate-volta de Florença?

Dá, e é o que a maioria faz: ônibus expresso, cerca de 1h15 em cada sentido. Você vê a cidade no seu pior horário e perde a noite, mas o essencial cabe.

Qual a melhor ordem das atrações?

Campo e Museo Civico na primeira hora, Torre em seguida, Duomo à tarde e Facciatone no fim. Assim você pega as duas subidas com energia e a melhor vista com a luz certa.