Roteiro de 2 dias em Rímini (dia a dia)

Rímini é duas cidades separadas por dez minutos de caminhada: a Marina, com a praia e a infraestrutura de balneário, e o centro histórico, romano e renascentista, que a maior parte de quem vem pela praia nunca visita. Este roteiro faz a segunda no primeiro dia e abre a região no segundo.

Dia 1 — A Rímini que ninguém espera

Manhã. Comece pelo Arco de Augusto (27 a.C.), o arco romano mais antigo que sobreviveu, erguido onde a Via Flamínia entrava na cidade. Suba pelo Corso d'Augusto, o antigo decumano romano, até a Piazza Tre Martiri — o fórum da colônia, onde a tradição diz que César arengou às tropas depois de cruzar o Rubicão.

Siga até a Piazza Cavour, a praça medieval, e depois à Ponte de Tibério (14–21 d.C.), que continua em uso depois de dois mil anos, tendo resistido a enchentes, aos godos e ao minamento alemão em 1944.

Meio da manhã. Atravesse a ponte para San Giuliano, o antigo bairro de pescadores, com casas coloridas e murais dedicados a Fellini.

Meio-dia. Almoce uma piadina num quiosque, ou peixe grelhado numa marineria do porto canal.

Tarde. O Tempio Malatestiano, a catedral que Leon Battista Alberti transformou num monumento à glória de Sigismondo Malatesta — com fachada de arco triunfal romano, emblemas pagãos no interior, um crucifixo de Giotto e um afresco de Piero della Francesca. A fachada nunca foi terminada, e dá para ver onde ela para.

Em seguida, a Domus del Chirurgo, a casa romana do século II com o conjunto de instrumentos cirúrgicos mais completo do mundo romano — mais de 150 peças —, e o Museu da Cidade ao lado.

Fim de tarde. O Fellini Museum, em três sedes: o Castel Sismondo, o Palazzo del Fulgor (o cinema da infância dele, reconstruído) e a praça entre os dois. Não é um museu biográfico: é uma encenação imersiva do funcionamento da imaginação felliniana, e é um dos melhores do gênero na Itália.

Noite. Jantar em San Giuliano.

Dia 2 — San Marino

Dia inteiro ou meio dia. Ônibus até San Marino, a 25 km e menos de uma hora: a república independente mais antiga do mundo, fundada segundo a tradição em 301 d.C. e nunca conquistada.

A cidade é murada, no alto do Monte Titano, com três torres nos picos ligadas por um caminho de crista — a Passo delle Streghe. A vista alcança a costa adriática inteira, e em dias claros chega à Croácia. É patrimônio da Unesco.

É um país estrangeiro que se visita em meio dia, com carimbo de passaporte disponível (por uma taxa simbólica) e uma economia baseada em turismo e filatelia.

Tarde. De volta, praia no Parco del Mare, a requalificação da orla com ciclovias e áreas verdes, ou o centro histórico do que sobrou.

Alternativas ao dia 2

Variações

Logística

O centro e a Marina ficam a dez minutos a pé um do outro, separados pela linha de trem. O Metromare, um corredor de ônibus rápido, liga Rímini a Riccione ao longo da costa. San Marino se alcança por ônibus da estação.

Detalhes em como se locomover em Rímini e a escolha do bairro em onde se hospedar. Para o país, o guia da Itália.

Perguntas frequentes

Quantos dias bastam em Rímini?

Um dia para o centro histórico, dois com San Marino. Mais que isso só com praia ou com os bate-voltas pela Romanha.

Vale a pena ir a San Marino?

Vale meio dia, sobretudo pela vista do alto do Monte Titano e pela curiosidade de visitar a república mais antiga do mundo. O comércio é de suvenir e produtos isentos de imposto; a paisagem é o programa.

Qual a melhor ordem?

O centro histórico no primeiro dia, começando pelo Arco de Augusto e terminando no Fellini Museum. San Marino no segundo, de manhã, quando a vista está mais limpa.