Roteiro de 1 dia em Pisa (dia a dia)
Pisa é a parada mais curta do circuito toscano, e o roteiro certo reconhece isso: meia manhã na Piazza dei Miracoli, o resto do dia na cidade. Quem faz o contrário — chega ao meio-dia, fica duas horas na praça e vai embora — vê Pisa no seu pior horário e leva a impressão de que não havia mais nada.
Manhã — a Piazza dei Miracoli
Cedo, antes das 9h30. A praça começa a receber os ônibus de excursão por volta das 10h. Chegando antes, você tem o gramado quase vazio e a luz melhor sobre o mármore.
A ordem que funciona:
1. Catedral primeiro — costuma ser gratuita com a retirada de um bilhete de horário, e é o edifício mais importante do conjunto, com o púlpito de Giovanni Pisano. 2. Batistério — o maior da Itália, com uma acústica extraordinária. Os funcionários fazem demonstrações periódicas cantando notas que se sustentam por mais de dez segundos; vale esperar por uma. 3. Camposanto — o cemitério monumental com o *Triunfo da Morte*, do século XIV. É a melhor visita da praça e a menos concorrida. 4. Torre, se você reservou horário: cerca de 250 degraus numa escada em espiral inclinada.
Compre o bilhete combinado da Opera della Primaziale para Batistério, Camposanto e museus — os avulsos somados custam bem mais. A torre é sempre vendida à parte.
Meio-dia
Saia da praça e ande dez minutos na direção do rio. Almoce uma cecina numa padaria ou sente-se numa trattoria da Piazza delle Vettovaglie, no bairro universitário — a diferença de preço e de qualidade em relação ao entorno da torre é grande.
Tarde — a cidade
Piazza dei Cavalieri, a praça do poder civil da república pisana, redesenhada por Vasari, hoje sede da Scuola Normale Superiore, com a fachada do Palazzo della Carovana coberta de *sgraffito*.
Desça pelo Borgo Stretto, a rua medieval porticada, até o rio. Percorra os Lungarni, as margens com as fachadas coloridas, e pare na Santa Maria della Spina — a igrejinha gótica de mármore construída para guardar um espinho da coroa de Cristo, que parece um relicário em escala de edifício.
Se sobrar tempo: o Palazzo Blu, o Orto Botanico (o primeiro jardim botânico universitário do mundo, de 1544) ou o Tuttomondo, o mural que Keith Haring pintou em 1989 na parede da igreja de Sant'Antonio, a dois passos da estação — a última grande obra pública dele, e gratuita.
Fim de tarde
O pôr do sol sobre o Arno, visto de uma das pontes, é a melhor imagem de Pisa que não envolve a torre.
Variações
- Meio dia só: praça de manhã, cecina no almoço, trem para Florença ou Cinque Terre à tarde. É o que a maioria faz, e funciona.
- Com criança: a subida à torre tem idade mínima; o Batistério com a demonstração de acústica e o Orto Botanico funcionam melhor.
- Em junho: fique para a Luminara di San Ranieri, em 16 de junho, quando as fachadas ao longo do Arno são iluminadas por dezenas de milhares de velas em suportes de madeira. É uma das noites mais bonitas da Itália.
- Como base: Pisa é uma alternativa barata a Florença para explorar a Toscana, com trens diretos para Florença (1 hora), Lucca (30 minutos), Livorno e as Cinque Terre. Veja o guia de Lucca.
Logística
Tudo se faz a pé: da estação Pisa Centrale à Piazza dei Miracoli são cerca de 25 minutos de caminhada plana, ou poucos minutos de ônibus. O aeroporto fica a 5 minutos da estação pelo PisaMover, um monotrilho automático.
Detalhes em como se locomover em Pisa e, se você for dormir, em onde se hospedar. Para o país, o guia da Itália.
Perguntas frequentes
Quantas horas bastam em Pisa?
Três horas cobrem a Piazza dei Miracoli. Um dia inteiro cobre a cidade toda com folga. Pisa não pede mais que isso.
Dá para fazer Pisa como bate-volta de Florença?
Dá, e é o programa padrão: uma hora de trem em cada sentido, com trens frequentes. Saia cedo para pegar a praça vazia.
Qual a melhor ordem das atrações?
Catedral, Batistério, Camposanto e torre — nessa ordem, começando antes das 9h30. Depois, saia da praça e desça para o rio.