Roteiro de 1 dia em Lucca (dia a dia)
Lucca cabe num dia e cabe bem: a cidade inteira está dentro de quatro quilômetros e meio de muralha, é plana e não tem nenhuma atração que exija fila ou reserva. O roteiro abaixo começa pelo alto — as muralhas — porque é de lá que a cidade se entende, e desce depois para as ruas.
Manhã — as muralhas de bicicleta
Alugue uma bicicleta assim que chegar; há dezenas de locadoras junto às portas e junto à estação. Suba à muralha e faça a volta completa: quatro quilômetros e meio de circuito plano e arborizado, com os telhados da cidade de um lado e as colinas do outro, sob plátanos centenários.
Leva vinte minutos em ritmo normal, e você provavelmente vai querer dar duas voltas. É o melhor programa de Lucca e custa o aluguel da bicicleta.
Desça no Baluardo San Paolino ou no San Donato e siga para o centro.
Meio da manhã — o centro
Piazza San Michele e a igreja de San Michele in Foro, construída sobre o antigo fórum romano, com a fachada de quatro níveis de colunas — todas diferentes entre si — e o arcanjo no topo. Repare que a fachada é mais alta que a nave: ela foi projetada para uma igreja maior que nunca se completou.
Siga pela Via Fillungo, a rua comercial medieval, até a Piazza dell'Anfiteatro — a praça oval fechada, formada pelas casas construídas sobre as arquibancadas do anfiteatro romano do século II.
Meio-dia
Almoce numa trattoria das ruas laterais, não no miolo da praça. Tordelli lucchesi ou zuppa di farro.
Tarde — as torres e o Duomo
Torre Guinigi: 230 degraus até o topo, onde crescem sete carvalhos plantados no século XV. A vista abrange a cidade, as muralhas e as colinas. É a imagem-símbolo de Lucca.
Depois, o Duomo de San Martino: o pórtico assimétrico, o labirinto entalhado numa coluna, o Volto Santo (o crucifixo de madeira que fez de Lucca ponto de peregrinação medieval) e o túmulo de Ilaria del Carretto, esculpido por Jacopo della Quercia — uma jovem deitada com um cão aos pés, e uma das esculturas funerárias mais delicadas da Itália.
Se sobrar tempo: San Frediano, com o raro mosaico dourado na fachada, e o Palazzo Pfanner, com o jardim barroco de estátuas e limoeiros.
Fim de tarde
Volte à muralha para o pôr do sol, ou tome um aperitivo na Piazza dell'Anfiteatro — é a hora em que a praça fica boa.
Se você tiver duas noites
- As villas luquesas nas colinas: a Villa Reale di Marlia, a Villa Torrigiani e a Villa Mansi, casas de campo dos mercadores de seda, com jardins notáveis. Exigem carro ou ônibus.
- A Garfagnana, o vale ao norte, com a Ponte del Diavolo em arco assimétrico e aldeias de pedra. É a Toscana que ninguém visita.
- Pisa, a trinta minutos de trem.
- Uma noite de concerto com árias de Puccini numa das igrejas do centro — acontece o ano inteiro, quase todos os dias.
Variações
- Meio dia: muralhas de bicicleta, Piazza dell'Anfiteatro, San Michele e Torre Guinigi. Cobre o essencial.
- Com criança: a bicicleta nas muralhas resolve a tarde inteira, e há bicicletas familiares de quatro lugares.
- Chuva: as igrejas, os museus (Palazzo Mansi, Villa Guinigi) e a Casa de Puccini enchem um dia sob abrigo.
- Fim de outubro: o Lucca Comics & Games transforma a cidade num evento de centenas de milhares de pessoas fantasiadas. Vá se for por ele; evite se não for.
Logística
Da estação de trem à Porta San Pietro são cinco minutos a pé. Dentro das muralhas tudo se faz a pé ou de bicicleta, e o centro é fechado ao trânsito. Lucca fica a 30 minutos de Pisa, 80 minutos de Florença e 1h30 das Cinque Terre de trem.
Detalhes em como se locomover em Lucca e, se for dormir, em onde se hospedar. Para o país, o guia da Itália.
Perguntas frequentes
Quantas horas bastam em Lucca?
Um dia cheio cobre tudo sem pressa. Meio dia cobre o essencial. Duas noites se justificam para as villas, a Garfagnana e a cidade à noite.
Dá para fazer Lucca como bate-volta de Florença?
Dá, e é um dos melhores bate-voltas da Toscana: cerca de 80 minutos de trem, com partidas frequentes. Combina bem com Pisa no mesmo dia, que fica a 30 minutos daqui.
Qual a melhor ordem?
Muralhas de bicicleta primeiro, para entender a geografia; depois o centro a pé, com a Torre Guinigi à tarde e o Duomo no fim.