Cetara
Uma vila de pescadores que ainda pesca, com um molho de anchova descendente direto do garum romano.
- Entrada
- Entrada gratuita
- Tempo médio
- 2 h
- Melhor horário
- Almoço, num restaurante de peixe da vila
- Onde fica
- Cetara
A dica: Peça espaguete com colatura di alici: é o descendente direto do garum romano, feito aqui pela mesma técnica há séculos, e praticamente não existe em nenhum outro lugar do mundo.
Na ponta leste da costa, a caminho de Salerno. Cetara é a única vila da Costa Amalfitana que continua vivendo principalmente da pesca, e não do turismo — tem uma frota ativa de barcos de atum e de anchova.
O nome vem do latim *cetaria*, os tanques onde se conservava o atum.
A colatura di alici
O produto que torna Cetara um destino gastronômico.
As anchovas pescadas entre março e julho são limpas, dispostas em camadas alternadas com sal dentro de barris de castanheira (*terzigni*), prensadas com pesos e deixadas a maturar por meses. O líquido que escorre é recolhido, filtrado e engarrafado: a colatura di alici, um molho âmbar, translúcido e intensamente salgado.
É o **descendente direto do *garum* romano** — o molho de peixe fermentado que temperava praticamente tudo na cozinha antiga, e que desapareceu da Europa. A técnica sobreviveu em Cetara e em pouquíssimos outros lugares.
Usa-se em poucas gotas, sobre espaguete com alho, azeite e salsa, sem sal adicional. É o prato símbolo da vila.
O produto tem denominação de origem protegida desde 2020.
A vila
- Uma praia de seixos com barcos coloridos encalhados.
- A igreja de San Pietro, com cúpula de majólica.
- Uma torre de vigia do século XVI, hoje espaço cultural.
- Restaurantes de peixe frequentados por gente da região.
> Em setembro há a *Notte delle Lampare*, com os barcos de pesca tradicional saindo à noite com lâmpadas.
Informações conferidas em agosto de 2026 · fonte: verificação local, agosto de 2026. Preços e horários mudam — confirme no site oficial antes de ir.